Vazio Sanitário

Presidente da Faeac não vê motivo para ação do Idaf

“Não houve nenhum fato relevante que seja digno de preocupação”, afirmou Assuero Veronez. “Gente procurando pelo em ovo”

Por Itaan Arruda ·

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre, Assuero Veronez, minimizou o anúncio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) sobre a fiscalização relacionada ao vazio sanitário da soja. “Não houve nenhum fato relevante que seja digno de preocupação”, afirmou Assuero Veronez. “Gente procurando pelo em ovo”.

O vazio sanitário é um período em que o produtor de uma determinada cultura deve retirar a planta da área plantada. Deve deixar a área vazia. É uma medida para preservar a próxima safra. Caso o produtor não faça isso, ele está cometendo um crime ambiental já que existe legislação que obriga o produtor a obedecer o período estabelecido em lei.

No Acre, esse período ocorre entre 22 de junho e 20 de setembro. Existe até uma Portaria do Idaf (nº 266/2026) que regulamenta o processo. Não pode haver planta de soja nos 16 mil hectares plantados, área dedicada ao grão na safra deste ciclo 2025/2026.

“Não aconteceu nada de excepcional. Às vezes, aparece alguma planta e é logo eliminada pelo produtor”, defende Veronez. “Tudo é monitorado hoje”.

No caso da soja, especificamente, a praga que pode comprometer a próxima safra, caso o vazio sanitário não seja respeitado é a “ferrugem asiática”.

“Quando o produtor elimina todas as plantas vivas de soja durante o vazio sanitário, ele interrompe o ciclo de sobrevivência do fungo e contribui diretamente para a proteção de toda a cadeia produtiva. Uma única área com soja voluntária pode servir de fonte de inóculo e comprometer lavouras de toda a região. Por isso, a colaboração de cada produtor é fundamental para manter a doença sob controle e garantir uma produção mais segura e sustentável no Acre”, explicou a coordenadora do Programa de Sanidade das Grandes Culturas do Idaf, Ligiane Amorim. Ela considera que o respeito ao vazio é medida fundamental para garantir a sustentabilidade das próximas safras.

A portaria do Idaf segue as diretrizes do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS), instituído pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

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