A empresa J.S. Ferreira Ltda., por meio da marca Ambientalismo Amazônico, concluiu a fase de mobilização do Projeto União com Municípios pela Redução do Desmatamento e Incêndios Florestais (UcM) no Acre e recebeu autorização para iniciar as atividades de campo junto às famílias beneficiadas. A iniciativa é financiada pelo Fundo Amazônia e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com gestão da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater).
A primeira etapa do projeto foi realizada entre os dias 25 e 29 de maio e envolveu reuniões institucionais nos municípios de Rio Branco, Sena Madureira, Manoel Urbano, Feijó e Tarauacá. Durante os encontros, a equipe técnica apresentou o cronograma de execução, os objetivos da iniciativa e as etapas previstas para atendimento das comunidades rurais contempladas.
O programa tem como meta atender 594 Unidades Familiares de Produção Agrária (UFPAs) no estado, oferecendo serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), além de apoio nos processos de regularização fundiária e ambiental. A proposta busca fortalecer a produção rural sustentável, reduzir a pressão sobre as florestas e ampliar a inclusão produtiva das famílias.
Segundo informações da coordenação do projeto, as reuniões reuniram lideranças comunitárias, representantes de sindicatos, associações, cooperativas, instituições financeiras e órgãos públicos. As atividades também cumpriram as exigências previstas no edital de execução, incluindo registros e validações junto ao Sistema de Gestão de ATER da Anater.
A iniciativa integra uma estratégia nacional voltada à redução do desmatamento e das emissões de gases de efeito estufa na Amazônia. Além da assistência técnica, o projeto pretende orientar produtores sobre boas práticas agropecuárias, recuperação ambiental e acesso a políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural sustentável.
Com a emissão da Ordem de Serviço, considerada a autorização oficial para o início das ações em campo, a próxima fase será dedicada ao cadastramento das famílias e à realização do Diagnóstico Rural Participativo (DRP) nas propriedades rurais. O levantamento servirá de base para a elaboração de planos de ação individualizados, direcionados às necessidades de cada unidade produtiva.
A execução das atividades conta com a participação de diversos parceiros institucionais, entre eles prefeituras municipais, secretarias de Agricultura, Meio Ambiente e Assistência Social, sindicatos de trabalhadores rurais, equipes da Emater e do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), além do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
