Pará ganha protagonismo em projeto nacional de cacau sustentável

Iniciativa lançada pelo Mapa prevê quase US$ 31 milhões em investimentos para ampliar sistemas agroflorestais e combater mudanças climáticas

Redação
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O Pará, um dos maiores produtores de cacau do Brasil, passa a ocupar posição estratégica no Projeto Cacau Brasil Agrofloresta, lançado nesta quarta-feira (27), em Belém, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac).

A iniciativa busca promover ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas por meio da implantação de sistemas agroflorestais baseados na cultura do cacau, integrando produção sustentável, conservação ambiental e desenvolvimento territorial.

O projeto conta com apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e financiamento do Fundo Verde para o Clima (GCF). Além do Pará, a Bahia também integra a iniciativa por concentrar uma das maiores produções cacaueiras do país.

Ao todo, o programa terá investimentos de US$ 30,9 milhões, sendo US$ 23,1 milhões oriundos do Fundo Verde para o Clima e US$ 7,8 milhões em cofinanciamento. As ações serão executadas durante 48 meses nos biomas Amazônia e Mata Atlântica.

Entre os resultados previstos estão a implantação de 12,5 mil hectares de sistemas agroflorestais, redução estimada de 5,18 milhões de toneladas de CO₂ equivalente e atendimento direto de aproximadamente 69 mil beneficiários, além de impacto indireto sobre cerca de 397 mil pessoas.

O projeto também está alinhado às metas climáticas assumidas pelo Brasil, especialmente às Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e aos programas ABC+ e Inova Cacau.

Durante o lançamento, o Mapa também publicou a Portaria nº 909, que institui o Plano Inova Cacau 2030, responsável por estabelecer mecanismos de governança, coordenação, monitoramento e transparência das ações voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva do cacau até o fim da década.

Atualmente, o Brasil possui cerca de 620 mil hectares de cacau distribuídos em seis grandes estados produtores, com expansão da cultura para mais de 26 unidades federativas. O modelo agroflorestal é considerado estratégico por unir produção agrícola, preservação ambiental, captura de carbono e geração de renda no campo.

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