Durante três dias, comunidades das aldeias ao longo do Rio Envira se reuniram na Terra Indígena Nova Olinda, em Feijó. Cerca de 200 pessoas (a maioria jovens) participaram do encontro. O motivo foi a participação na 9ª Feira de Troca de Sementes Tradicionais. São as sementes crioulas.
Trata-se de variedades que são melhoradas pelos próprios indígenas através de gerações. O manejo possibilita aumento na qualidade e na melhora da produtividade das culturas. Não há modificação genética. O que há é conhecimento botânico acumulado e, por meio desse conhecimento, o manejo da planta de maneira a que as unidades futuras venham modificadas naquilo que a comunidade entende que precisa.
“O objetivo é fazer a troca de sementes crioulas que estão em extinção”, explicou o cacique Ninawá Huni Kui, uma das lideranças que participou da feira. “Nesta feira, há debates sobre fortalecimento da produção”. Não há venda. Há trocas. “Os cerimoniais que existem na feira celebram a unidade do povo de todas as aldeias da região”.

