O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) aprovou uma nova lista de registros de defensivos agrícolas no Brasil, contemplando produtos químicos e biológicos destinados ao controle de pragas e doenças em diferentes culturas. As liberações fazem parte de processos administrativos analisados ao longo dos últimos anos e refletem o avanço no uso de tecnologias mais sustentáveis no campo.
Entre os destaques está o produto GLÁDIOS, à base do ingrediente ativo teflubenzurom, indicado para diversas culturas, como soja, milho, algodão, café, arroz, citros e tomate. O produto foi classificado como “não classificado” do ponto de vista toxicológico, mas enquadrado na Classe III quanto ao potencial de periculosidade ambiental, sendo considerado perigoso ao meio ambiente.
Outro ponto relevante é o crescimento no número de produtos biológicos registrados, muitos deles com uso aprovado para agricultura orgânica. Esses insumos utilizam microrganismos ou extratos naturais para o controle de pragas e doenças, oferecendo alternativas mais sustentáveis ao produtor rural.
Entre os registros, estão produtos à base de fungos e bactérias, como:
- CICLO COMBAT, com os fungos Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae, indicado para controle de pragas como percevejos e cigarrinhas;
- BIOTHREE, formulado com bactérias do gênero Bacillus, voltado ao controle de nematoides;
- SUPRESS-H e ARRIÉGUA, ambos à base de Trichoderma, utilizados no combate a fungos de solo;
- IN-24-29, com Bacillus thuringiensis, amplamente usado no controle de lagartas.
Também foram aprovados agentes de controle biológico com uso de inimigos naturais, como:
- AGMACRO, com o ácaro predador Phytoseiulus macropilis;
- TETRA-MAX, com o parasitoide Tetrastichus howardi;
- TrichoCare P, que utiliza Trichogramma pretiosum para controle de lagartas.
Esses produtos foram classificados, em sua maioria, como de baixa toxicidade (categoria 5) e com baixo impacto ambiental (Classe IV), sendo considerados pouco perigosos ao meio ambiente.
Por outro lado, a lista também inclui defensivos químicos mais tradicionais, como:
- FLOXCON SC, à base de trifloxistrobina e tebuconazol, indicado para diversas culturas;
- MALATHION LUBA 1000 EC, inseticida organofosforado classificado como pouco tóxico, porém com alto risco ambiental (Classe II);
- METOMIL 900 SP e METOMIL ZS, com classificação toxicológica elevada (Categoria 2), considerados altamente tóxicos;
- KADOSH, à base de lambda-cialotrina, também classificado como altamente tóxico e muito perigoso ao meio ambiente.
Outro produto relevante é o NEO TACKLER, à base do fungo Beauveria bassiana, indicado para o controle de diversas pragas agrícolas, incluindo mosca-branca, brocas e ácaros, com uso autorizado na agricultura orgânica.
De forma geral, os registros mostram uma tendência de ampliação no portfólio de bioinsumos no país, alinhando-se à demanda por práticas agrícolas mais sustentáveis. Ao mesmo tempo, mantêm-se disponíveis moléculas químicas importantes para o manejo integrado de pragas, especialmente em sistemas de produção em larga escala.
Todos os produtos aprovados passaram por avaliação técnica quanto à eficácia agronômica, segurança toxicológica e impacto ambiental, conforme os critérios estabelecidos pela legislação brasileira.
