Nova lista de espécies ameaçadas inclui peixes da Amazônia

Portaria do Ministério do Meio Ambiente atualiza lista nacional após mais de 10 anos; tambaqui aparece entre espécies vulneráveis

Redação
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Após mais de uma década, o governo federal atualizou a lista de espécies aquáticas ameaçadas de extinção no Brasil. A medida foi oficializada por meio da Portaria GM/MMA nº 1.667, publicada nesta semana pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, que reconhece quase 500 espécies de peixes e invertebrados em risco no país.

A nova lista substitui a norma anterior, de 2014, e passa a orientar políticas públicas de conservação, fiscalização e uso sustentável dos recursos pesqueiros.

Embora a maior parte das espécies ameaçadas esteja concentrada em regiões como Sudeste e Sul, a Amazônia também aparece no levantamento. Um dos principais destaques é o tambaqui (Colossoma macropomum), espécie símbolo da pesca e da piscicultura na região Norte, classificada como vulnerável à extinção.

No Acre, o tambaqui tem forte importância econômica e cultural, sendo amplamente consumido e também criado em sistemas de produção aquícola. A inclusão da espécie na lista acende um sinal de alerta sobre a pressão crescente nos estoques naturais, principalmente em função da pesca e das mudanças ambientais.

Além do tambaqui, a lista também inclui espécies de peixes elétricos e bagres que ocorrem na Amazônia, grupos sensíveis a alterações nos rios, como poluição, desmatamento e barragens.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, a atualização leva em conta critérios científicos e avaliações técnicas sobre o risco de extinção das espécies. A nova classificação também serve como base para ações de preservação e pode influenciar regras de pesca, manejo e comercialização.

Especialistas apontam que, apesar de ainda manter grande parte de sua biodiversidade, a região Norte começa a enfrentar pressões semelhantes às já observadas em outras partes do país. O avanço do desmatamento, a degradação de rios e a exploração de recursos naturais podem colocar mais espécies amazônicas em risco nos próximos anos.

Com a nova portaria, o desafio passa a ser equilibrar a conservação com a atividade econômica, especialmente em estados como o Acre, onde a pesca e a produção de pescado são fundamentais para a segurança alimentar e geração de renda.

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