IBGE prevê safra recorde e Acre acompanha avanço da produção no Norte

Região Norte representa 6,2% da produção nacional e mantém crescimento mensal, apesar de queda anual

Redação
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Colheita de grãos e pecuária representam crescimento da agropecuária brasileira.
A safra 2025 impulsiona a agropecuária brasileira, com alta no VBP e crescimento expressivo da produção.

A produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 348,4 milhões de toneladas em 2026, segundo estimativa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume é recorde na série histórica e representa crescimento de 0,7% em relação à safra de 2025.

Dentro desse cenário, o Acre está inserido na dinâmica da Região Norte, que responde por 6,2% da produção nacional. Apesar de uma leve queda de 3,2% na comparação anual, a região apresentou crescimento de 0,3% em relação ao mês anterior, indicando recuperação gradual ao longo do ciclo.

A expansão da área plantada no país também reflete uma tendência observada no Norte, incluindo o Acre, onde produtores vêm ampliando o cultivo de grãos, principalmente soja e milho, como alternativa de diversificação produtiva.

Entre as principais culturas, a soja segue liderando o crescimento nacional, com previsão de produção recorde de 173,7 milhões de toneladas. O milho deve atingir 138,3 milhões de toneladas, enquanto o arroz, cultura tradicional na região Norte, enfrenta retração, com estimativa de 11,3 milhões de toneladas, impactada por menor área plantada e baixa rentabilidade.

No contexto regional, estados vizinhos ao Acre, como Rondônia e Tocantins, vêm consolidando o avanço da produção de grãos, influenciando diretamente o desenvolvimento do agronegócio acreano, que ainda possui participação menor, mas apresenta potencial de crescimento.

O aumento da área colhida no Brasil, estimada em 83,2 milhões de hectares — alta de 2% em relação a 2025 — também acompanha o movimento de abertura de novas áreas agrícolas na região Norte, onde o Acre começa a ganhar espaço, especialmente em áreas antes ocupadas pela pecuária.

Mesmo com desafios logísticos e climáticos, o estado segue inserido na expansão da fronteira agrícola brasileira, acompanhando a tendência de crescimento da produção de grãos no país.

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