Soja deve ter novo recorde no país com produção de 179,2 milhões de TON

Condições climáticas favoreceram colheita e produtividade, apesar de perdas pontuais em algumas regiões

Redação
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A produção de soja no Brasil na safra 2025/26 deve alcançar 179,2 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde, segundo o 7º Levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A área plantada está estimada em 48,47 milhões de hectares, com produtividade média de 3.696 quilos por hectare — um crescimento de 2% em relação à safra anterior. Já a produção total deve avançar 4,5% no comparativo anual.

A redução das chuvas em março foi determinante para o avanço da colheita, que atingiu cerca de 82,1% da área na primeira semana de abril. O clima mais seco favoreceu os trabalhos no campo, após um período de excesso de precipitações em algumas regiões.

Apesar do cenário positivo, houve impactos pontuais. Nos estados do Matopiba — Bahia, Tocantins, Piauí e Maranhão — o excesso de chuvas em março chegou a interromper temporariamente a colheita, mas sem comprometer a produtividade final.

No principal estado produtor, Mato Grosso, a colheita já está praticamente concluída, com bom rendimento médio, apesar de problemas pontuais na qualidade dos grãos em algumas áreas devido ao excesso de chuvas.

Já no Rio Grande do Sul, o cenário é mais desafiador. A estiagem ao longo do ciclo afetou fortemente as lavouras, com perdas que, em algumas regiões, chegam a até 80%. A produtividade média no estado está estimada em 2.769 kg/ha, abaixo do potencial da cultura.

Em Paraná, mesmo com problemas como nebulosidade, granizo e instabilidade climática, as produtividades superaram as expectativas iniciais, com boa qualidade dos grãos.

No Tocantins, a colheita chegou a cerca de 73% da área ao fim de março. Apesar do excesso de dias nublados ter reduzido o peso dos grãos, o estado deve registrar produtividade recorde, estimada em 3.642 kg/ha.

Outros estados como Goiás e Mato Grosso do Sul também apresentam bons resultados, com produtividades dentro ou acima da média, apesar de impactos localizados por estiagem e altas temperaturas.

No mercado, a Conab também elevou a estimativa de exportações de soja para 115,4 milhões de toneladas, outro recorde, impulsionado pela forte demanda internacional. Já o esmagamento está previsto em 60,5 milhões de toneladas, com leve ajuste negativo devido ao adiamento no aumento da mistura de biodiesel ao diesel.

Mesmo com desafios climáticos em algumas regiões, o desempenho geral da soja confirma mais uma safra histórica para o Brasil, consolidando o país como líder global na produção da oleaginosa.

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