O governo federal lançou oficialmente, nesta segunda-feira (16), o Plano Clima, documento que estabelece as diretrizes estratégicas para a transição do Brasil para uma economia de baixo carbono. A meta central é alcançar a neutralidade das emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2050, consolidando o país como protagonista na agenda ambiental global.
Coordenado pelo Comitê Interministerial sobre Mudança Climática, o plano foi construído ao longo de meses de քննարկões envolvendo 25 ministérios e enfrentou debates com o setor agropecuário, especialmente em relação às projeções de emissões.
O principal objetivo de médio prazo é reduzir entre 59% e 67% as emissões de dióxido de carbono até 2035, tomando como base os níveis registrados em 2005. Essa redução é considerada essencial para que o país atinja a neutralidade climática até meados do século.
A estrutura do plano está dividida em três eixos principais. O primeiro é o de mitigação, que reúne oito planos setoriais com metas específicas de descarbonização em áreas estratégicas da economia. O segundo eixo é o de adaptação, composto por 16 planos voltados ao aumento da resiliência nacional, incluindo setores como agricultura, pecuária, biodiversidade, cidades e indústria. Já o terceiro eixo trata das estratégias transversais, abordando temas como justiça climática, inovação tecnológica, educação e transparência.
Para viabilizar as ações ainda em 2026, o Fundo Clima contará com mais de R$ 33 bilhões, sendo R$ 27,5 bilhões operados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social em linhas reembolsáveis.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou que o plano será fundamental para mitigar os efeitos de eventos extremos recentes, como secas e cheias na Amazônia e desastres registrados em estados como Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Já o ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o Plano Clima representa mais que uma política pública, sendo um chamado à ação para o setor privado e a sociedade civil. Segundo ele, a proposta busca alinhar desenvolvimento econômico, proteção ambiental e qualidade de vida, posicionando o Brasil como liderança global na agenda climática.
