O Acre registrou, ao longo de 2025, 148 novos casos de monilíase, praga que atinge as lavouras de cacau e cupuaçu e representa uma das principais ameaças à agricultura familiar no estado. Apesar do avanço da doença, os dados oficiais apontam intensificação das ações de controle e vigilância fitossanitária nas regiões afetadas.
Somente neste ano, as equipes do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) realizaram 4.639 podas sanitárias em áreas com registro ou suspeita de contaminação. A medida é considerada fundamental para conter a disseminação do fungo, já que remove ramos, folhas e frutos doentes que funcionam como fonte de propagação da praga.
Além das podas, o trabalho em campo resultou na coleta e no descarte adequado de 29.834 frutos contaminados, encaminhados para aterro sanitário. As ações se concentraram especialmente nos municípios de Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves e Mâncio Lima, onde há registro da ocorrência da monilíase.
