Agropecuária reforça peso do Norte na economia nacional

Desempenho do campo puxou alta do PIB nacional e reforça importância da produção rural na economia do Norte do país

Redação
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(Foto: ac24horas)

O crescimento de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no primeiro trimestre de 2026 reforçou a força do agronegócio na economia nacional e acendeu um sinal positivo para estados da Região Norte, como o Acre, onde a produção rural segue entre os principais motores da atividade econômica.

Dados divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que a agropecuária foi o setor com maior crescimento no período, avançando 2,0% em relação ao último trimestre de 2025. O desempenho foi impulsionado principalmente pela safra recorde de soja no país, favorecida pelas boas condições climáticas e ampliação da área plantada.

Embora o Acre tenha uma realidade produtiva diferente dos grandes polos agrícolas do Centro-Oeste, o avanço do agro nacional também reflete no estado, especialmente em cadeias ligadas à agricultura familiar, pecuária, piscicultura, café, mandioca, milho e produção florestal.

Na Região Norte, o agronegócio vem ganhando cada vez mais espaço no PIB regional, principalmente com o fortalecimento da produção de grãos em estados como Pará, Rondônia e Tocantins, além do crescimento da pecuária e do extrativismo sustentável em áreas amazônicas.

Além da agropecuária, a indústria brasileira cresceu 1,0% no trimestre, enquanto os serviços avançaram 0,5%. Em valores correntes, o PIB do país somou R$ 3,3 trilhões entre janeiro e março deste ano.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, a economia brasileira registrou crescimento de 1,8%. O consumo das famílias cresceu 1,7%, enquanto as exportações tiveram alta de 7,4%, cenário que também favorece setores ligados à produção agropecuária e commodities exportadas pelo país.

O IBGE destacou ainda que o acumulado dos últimos quatro trimestres encerrados em março de 2026 aponta crescimento de 2,0% da economia brasileira, com a agropecuária acumulando alta de 7,5% no período.

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