Sustentabilidade

Programa REM inicia recuperação de áreas degradadas no Acre

Programa aposta nos sistemas agroflorestais para unir produção, preservação da floresta e melhoria da qualidade de vida das famílias no campo

Por Redação ·

Recuperar áreas degradadas, preservar a floresta e, ao mesmo tempo, aumentar a renda de quem vive da agricultura. Esse é um dos objetivos do Programa REM Acre – Fase II, que vem incentivando produtores rurais a adotarem os Sistemas Agroflorestais (SAFs), uma forma de cultivo que mistura árvores, frutíferas e lavouras na mesma área.

Por meio do projeto, a meta é recuperar 120 hectares de áreas degradadas no Acre com o plantio de pupunha integrada a outras culturas. Além de receberem mudas, os agricultores contam com acompanhamento técnico e capacitação para implantar e cuidar do sistema de produção.

A iniciativa é executada pela Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), que atua como subexecutora do Programa REM, em parceria com a Cooperacre e a Cooperbonal.

Mais do que recuperar o solo, o projeto busca mostrar que é possível produzir alimentos sem abrir novas áreas de floresta. Nos sistemas agroflorestais, diferentes culturas ocupam o mesmo espaço, ajudando a manter a umidade do solo, proteger as nascentes, favorecer a biodiversidade e garantir colheitas em diferentes épocas do ano.

O resultado aparece na propriedade

Quem já percebe essa mudança é o agricultor Davi Dantas da Silva, de Senador Guiomard. Há dois anos, ele participa do projeto e implantou um sistema agroflorestal em três hectares de sua propriedade.

Depois de receber mudas de pupunha e orientação dos técnicos do Programa REM, Davi passou a cultivar, na mesma área, café, banana, mamão, abacaxi, melancia, hortaliças e espécies florestais nativas.

Hoje, boa parte da produção abastece a família, enquanto o excedente já é vendido nos mercados da região. A expectativa agora é começar a colher também a pupunha, que poderá ser comercializada tanto para consumo dos frutos quanto para a produção de palmito.

Para o técnico em monitoramento de projetos socioambientais do Programa REM Acre, Júlio César da Silva, os benefícios ficam claros quando o produtor acompanha o desenvolvimento da própria lavoura.

“Percebe-se que o produtor passa a entender os benefícios da agrofloresta para a conservação do ambiente quando pratica a técnica e colhe os resultados.”

Produzir e preservar

O exemplo de Davi mostra como o apoio do Programa REM pode transformar uma propriedade. Ao diversificar a produção, o agricultor reduz os riscos de perder toda a renda em uma única cultura e passa a colher produtos ao longo do ano.

Ao mesmo tempo, o sistema ajuda a recuperar o solo, proteger a água e manter a floresta de pé. É uma forma de mostrar que produção e conservação podem caminhar juntas, levando mais segurança, renda e qualidade de vida para as famílias do campo no Acre.

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