Economia

Serviços perdem força, mas agropecuária sustenta economia do Norte

Apesar da queda de 0,4% no setor de serviços em maio, o agronegócio continua impulsionando transporte, logística, comércio e geração de renda, especialmente nos estados da Região Norte

Por Redação ·
Rio Branco concentrou maior número de empregos formais no setor agrícola no Acre. (Foto: ac24horas)

Mesmo com a desaceleração do setor de serviços no Brasil em maio, o agronegócio continua sendo um dos principais motores da economia da Região Norte, impulsionando atividades como transporte, comércio, armazenagem e logística. Os dados divulgados pelo IBGE mostram que o volume de serviços recuou 0,4% na comparação com abril, refletindo uma redução na movimentação da economia, especialmente nos segmentos ligados ao transporte de cargas.

O resultado interrompe parte do ritmo de crescimento observado nos meses anteriores, mas não apaga o cenário positivo do ano. Na comparação com maio de 2025, o setor ainda registra alta de 0,4%, acumulando crescimento de 1,9% entre janeiro e maio e de 2,6% nos últimos 12 meses.

Entre os segmentos que mais contribuíram para a queda está o transporte, que recuou 1% no mês e 4,2% em relação a maio do ano passado. A redução atingiu principalmente o transporte rodoviário de cargas, atividade diretamente ligada ao escoamento da produção agropecuária brasileira.

Na Região Norte, onde a economia depende fortemente da produção rural, a cadeia de serviços acompanha o desempenho do campo. O avanço da safra de grãos, da pecuária, da cafeicultura e da produção florestal movimenta transportadoras, armazéns, oficinas, comércio de insumos e diversos prestadores de serviços ao longo do ano.

Embora estados como o Amazonas tenham registrado retração no volume de serviços na comparação anual, o desempenho do agronegócio continua sendo um fator importante para manter a atividade econômica da região, especialmente em estados como Rondônia, Tocantins, Pará e Acre, que vêm ampliando sua produção agropecuária e atraindo novos investimentos em infraestrutura e logística.

Para especialistas, os números reforçam que o agronegócio segue exercendo um papel estratégico na economia brasileira. Além de responder pela produção de alimentos e pelas exportações, o setor gera demanda por uma ampla rede de serviços, ajudando a sustentar empregos e renda, principalmente nas regiões onde a atividade rural é a principal força econômica.

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