Agro brasileiro deve movimentar R$ 1,4 trilhão em 2026, aponta Mapa

Soja, milho, cana-de-açúcar, café e algodão lideram a geração de renda no campo; bovinocultura segue como principal atividade pecuária do país

Redação
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Mesmo com redução da área plantada, Acre aumenta volume de produção. (Foto: ac24horas)

O agronegócio brasileiro deve gerar R$ 1,419 trilhão em Valor Bruto da Produção (VBP) em 2026, segundo projeção divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O indicador, que mede o faturamento bruto dentro dos estabelecimentos rurais, confirma a força econômica do setor, mesmo diante de uma redução de 4,6% em comparação com o ano passado.

A agricultura continua sendo a principal responsável pela riqueza gerada no campo, com faturamento estimado em R$ 908,8 bilhões, o equivalente a 64% do VBP nacional. Já a pecuária deve responder por R$ 510,2 bilhões, representando 36% do total.

De acordo com o Mapa, a queda observada em relação a 2025 está ligada principalmente à redução dos preços de importantes commodities agropecuárias, como cacau, laranja e arroz, além de ajustes nas expectativas de produção de algumas culturas.

Entre os produtos agrícolas com melhor desempenho em 2026 estão a batata-inglesa, com crescimento de 22,3%, seguida pelo feijão (12,6%), mandioca (8,1%), tomate (5,6%) e banana (3%). Por outro lado, as maiores retrações foram registradas no cacau (-56,8%), laranja (-38%), arroz (-30%), mamona (-20,1%), trigo (-18,2%), amendoim (-14,8%), uva (-11,4%) e algodão (-10,2%).

Na pecuária, apesar da redução geral de 2,2% em relação ao ano anterior, a bovinocultura segue em trajetória positiva. O segmento deve movimentar R$ 248,7 bilhões, crescimento de 8,9%, consolidando-se como a principal atividade pecuária do país. Em contrapartida, os segmentos de suínos, frango, ovos e leite registraram recuos.

Entre os produtos de maior relevância econômica, a soja permanece na liderança absoluta, com valor estimado em R$ 338,5 bilhões. Na sequência aparecem o milho (R$ 162,2 bilhões), a cana-de-açúcar (R$ 110,8 bilhões), o café (R$ 109,6 bilhões) e o algodão (R$ 33,2 bilhões). Juntos, esses cinco produtos respondem por mais da metade de toda a riqueza gerada pelo agro brasileiro.

No cenário regional, Mato Grosso segue como o estado com maior participação no Valor Bruto da Produção, somando R$ 213,5 bilhões, o equivalente a 15% do total nacional. Minas Gerais ocupa a segunda posição, com R$ 171,6 bilhões, seguido por São Paulo, que deve registrar R$ 159,6 bilhões em faturamento agropecuário.

Mesmo com a retração observada em alguns segmentos, os números reforçam a importância estratégica do agronegócio para a economia brasileira, mantendo o setor em um dos maiores patamares de geração de renda da história recente.

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