Safrinha

Mapa atualiza ZARC e define calendário de plantio do milho safrinha no Acre

Portaria estabelece períodos de menor risco climático para a safra 2026/2027 e orienta acesso ao crédito rural e ao seguro agrícola

Por Redação ·

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou o novo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para o cultivo de milho de segunda safra no Acre, válido para o ano-safra 2026/2027. A Portaria SPA/MAPA nº 319, assinada pelo secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos Júnior, estabelece os períodos mais indicados para a semeadura da cultura, considerando as condições climáticas e os riscos de perdas na produção.

O ZARC é uma das principais ferramentas de gestão de risco da agricultura brasileira. Por meio dele, são identificadas as janelas de plantio que oferecem maior segurança ao produtor, reduzindo a exposição da lavoura a problemas como estiagem, excesso de chuvas e temperaturas inadequadas durante as fases mais sensíveis do desenvolvimento da cultura.

No estudo referente ao Acre, o milho de segunda safra foi avaliado considerando séries históricas de dados meteorológicos entre 1992 e 2022, obtidas a partir de estações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), da Agência Nacional de Águas (ANA), do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/Inpe) e de outras bases oficiais de monitoramento climático.

Segundo o documento, o objetivo é identificar as áreas com menor risco climático para o cultivo, classificando os níveis de risco em 20%, 30%, 40% ou superior a 40%, considerado inviável para a atividade em determinadas condições. A análise leva em conta fatores como disponibilidade hídrica, temperatura, altitude, tipo de solo e o ciclo das cultivares utilizadas.

O zoneamento divide os híbridos de milho em três grupos de ciclo — precoce, médio e tardio — e considera seis classes de capacidade de armazenamento de água no solo (AD1 a AD6), permitindo que as recomendações sejam adaptadas às diferentes condições encontradas no estado.

A portaria também reforça que o ZARC é destinado ao cultivo de sequeiro, ou seja, sem irrigação. Nas áreas irrigadas, os produtores não ficam restritos aos períodos indicados, desde que adotem manejo adequado e observem as recomendações da assistência técnica oficial.

Entre as áreas não recomendadas para o cultivo estão as de preservação permanente, solos rasos, terrenos com excesso de pedras, áreas sujeitas a inundações e locais que não atendam à legislação ambiental ou ao Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE).

Além disso, o documento disponibiliza uma ampla relação de cultivares aptas para o plantio no Acre, organizadas conforme o grupo de ciclo de desenvolvimento. A consulta aos municípios aptos e aos períodos específicos de semeadura deve ser realizada pelo Sistema de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (SISZARC), pelo Painel de Indicação de Riscos do ZARC ou pelo aplicativo Plantio Certo, que apresentam as recomendações detalhadas para cada localidade do estado.

Ferramenta reduz riscos e facilita acesso ao crédito

Além de orientar o produtor sobre o melhor momento para plantar, o ZARC é utilizado pelas instituições financeiras como referência para operações de crédito rural e programas de seguro agrícola. O enquadramento da lavoura dentro das janelas recomendadas é um dos critérios considerados para acesso a políticas públicas de gestão de risco, como o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e o Seguro Rural.

Com a atualização para o ano-safra 2026/2027, os produtores acreanos passam a contar com informações técnicas atualizadas para planejar a segunda safra de milho, reduzindo os riscos provocados pelas condições climáticas e aumentando as chances de melhores resultados no campo.

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