Os preços da reposição bovina no Acre seguem firmes nesta semana, com destaque para a valorização de bezerros e desmama. Levantamento da Scot Consultoria, com dados de 20 de fevereiro, mostra que as principais categorias mantêm patamares elevados, reforçando o cenário de demanda ativa e oferta ajustada.
Entre os machos nelore, o boi magro (375 kg ou 12,5 arrobas) foi cotado a R$ 3.587,50 por cabeça, equivalente a R$ 9,57/kg. O garrote (300 kg ou 10 arrobas) ficou em R$ 3.000,00, com valor de R$ 10,00/kg.
O destaque fica para as categorias mais jovens: o bezerro (240 kg ou 8 arrobas) foi negociado a R$ 2.633,30 por cabeça, com preço de R$ 10,97/kg, enquanto o desmama (195 kg ou 6,5 arrobas) atingiu R$ 2.450,00, o que representa R$ 12,56/kg — um dos maiores valores por quilo entre as categorias.
Nos machos mestiços, o boi magro (345 kg ou 11,5 arrobas) foi cotado a R$ 3.049,40, ou R$ 8,84/kg. O garrote (255 kg ou 8,5 arrobas) ficou em R$ 2.549,00, com média de R$ 10,00/kg.
O bezerro mestiço (205 kg ou 7 arrobas) foi negociado a R$ 2.238,30, com preço de R$ 10,92/kg, enquanto o desmama (180 kg ou 6 arrobas) registrou R$ 2.082,50, ou R$ 11,57/kg.
No segmento das fêmeas nelore, a vaca boiadeira (330 kg ou 11 arrobas) foi cotada a R$ 2.663,30, equivalente a R$ 8,07/kg. A novilha (270 kg ou 9 arrobas) ficou em R$ 2.266,70, com média de R$ 8,40/kg.
A bezerra (210 kg ou 7 arrobas) foi negociada a R$ 1.925,00, enquanto a desmama (180 kg ou 6 arrobas) alcançou R$ 1.750,00, com preço de R$ 9,72/kg.
Entre as fêmeas mestiças, a vaca boiadeira (315 kg ou 10,5 arrobas) foi cotada a R$ 2.263,80, ou R$ 7,19/kg. A novilha (255 kg ou 8,5 arrobas) ficou em R$ 1.926,70, com valor de R$ 7,56/kg.
A bezerra (195 kg ou 6,5 arrobas) registrou R$ 1.636,30, enquanto a desmama (165 kg ou 5,5 arrobas) foi negociada a R$ 1.487,50, com média de R$ 9,02/kg.
Apesar da firmeza na reposição, o boi gordo segue praticamente estável no Acre, sendo negociado em torno de R$ 280 por arroba. A diferença de ritmo entre a valorização dos animais jovens e a estabilidade da arroba mantém atenção redobrada dos pecuaristas, especialmente nas contas da recria e da terminação, onde a relação de troca segue pressionada.
