Agro sustenta avanço da renda e mantém desemprego abaixo do ano passado

Com mercado de trabalho mais aquecido, setor agropecuário segue influenciando geração de renda, empregos indiretos e movimentação da economia nacional

Redação
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Os dados da PNAD Contínua divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que o mercado de trabalho brasileiro segue dando sinais de resistência, impulsionado por setores ligados à produção e circulação de alimentos, transporte e serviços conectados ao agronegócio.

Apesar da taxa de desocupação ter subido para 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, o índice continua abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando estava em 6,6%. Ao mesmo tempo, o rendimento médio do trabalhador brasileiro chegou a R$ 3.732, com crescimento de 5,3% em relação a 2025.

O avanço da renda acompanha o desempenho de atividades que têm forte ligação com o agro, especialmente transporte, armazenagem, logística e serviços. Segundo o levantamento, o setor de transporte, armazenagem e correio teve aumento de 5,1% no rendimento médio dos trabalhadores no comparativo anual.

O crescimento da produção agropecuária em diversas regiões do país também ajuda a movimentar cadeias econômicas inteiras, desde o campo até o comércio urbano, influenciando diretamente na geração de empregos formais e informais.

Outro dado que chama atenção é a redução da informalidade, que caiu para 37,2% da população ocupada. O país também registrou queda no número de pessoas desalentadas e na taxa de subutilização da força de trabalho.

Mesmo com a leve alta do desemprego no trimestre, especialistas avaliam que o mercado segue aquecido, especialmente em regiões ligadas à produção agrícola, pecuária e atividades de exportação, que continuam puxando a economia brasileira em 2026.

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