As cotações do milho no mercado brasileiro registraram uma recuperação na última semana, impulsionadas pela valorização do dólar e pelo aumento dos preços nos portos, conforme informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A retração de parte dos vendedores também influenciou esse movimento, embora o ritmo das negociações tenha permanecido lento. As informações são da revista Globo Rural.
Na sexta-feira, 30 de outubro, o indicador do Cepea para milho, com base nas transações na região de Campinas (SP), alcançou a marca de R$ 65,64 a saca de 60 quilos, o que representa uma alta de 1,97% em relação à semana anterior. No entanto, ao considerar o desempenho ao longo do mês, as cotações apresentaram uma queda. Em Campinas, o recuo foi de 4,41% em outubro, com o preço médio mensal fixado em R$ 65,76 a saca, uma diminuição de 5,92% em comparação com a média de setembro.
De acordo com a consultoria AgRural, das 39 regiões monitoradas, 19 observaram aumento nas cotações do milho na última semana, enquanto 14 mantiveram estabilidade e cinco registraram quedas. No acumulado de outubro, 36 localidades apresentaram recuos nos preços, com exceção do Rio Grande do Sul, onde as cidades de Erechim, Passo Fundo e Porto Alegre mantiveram estabilidade. A maior baixa mensal foi verificada em Sinop (MT), com uma queda de 11,5%.
Pesquisadores do Cepea destacam que muitos vendedores estão cautelosos em função das incertezas relacionadas à reforma tributária, e os compradores têm realizado negociações pontuais, atendendo apenas às necessidades de abastecimento, enquanto aguardam oportunidades mais vantajosas.
