A produção brasileira de grãos deve alcançar 354,5 milhões de toneladas em 2026, segundo a estimativa de setembro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume representa um recorde da série histórica e supera em 2,4% o resultado de 2025, quando o país colheu 346,1 milhões de toneladas. Na Região Norte, a projeção também é positiva, com crescimento anual de 0,6%, embora o desempenho varie entre os estados e as culturas.
O levantamento aponta que a produção regional deve chegar a 22,3 milhões de toneladas, equivalente a 6,3% do total nacional. Em relação a agosto, a estimativa para o Norte avançou 0,7%. O resultado indica expansão do volume regional, mas não permite afirmar que o Acre terá o mesmo desempenho, já que o documento não apresenta, nos dados disponibilizados, uma estimativa específica para a produção acreana.
Entre as principais culturas brasileiras, a soja deve atingir 175 milhões de toneladas, crescimento de 5,4% em relação ao ano passado. O milho tem projeção de 143,3 milhões de toneladas, alta de 1,1%, enquanto o arroz deve registrar queda de 11,4%, com produção estimada em 11,2 milhões de toneladas.
Para o Acre, os números nacionais servem como referência para acompanhar o cenário do mercado de grãos e as perspectivas da atividade agrícola. A confirmação do desempenho estadual, no entanto, depende dos dados específicos de área plantada, produtividade e volume produzido no território acreano.
No cenário regional, as estimativas mostram diferenças importantes. O Pará teve aumento de 184,9 mil toneladas na comparação com agosto, enquanto Tocantins avançou 97,1 mil toneladas. Rondônia, por outro lado, registrou redução de 23,4 mil toneladas na estimativa geral de produção de grãos. Na soja, a projeção rondoniense recuou 0,6% em relação ao mês anterior.
O resultado nacional foi impulsionado principalmente pela soja e pelo milho. A área destinada à colheita de grãos no Brasil foi estimada em 83,2 milhões de hectares, crescimento de 2% em relação a 2025. O aumento de área, combinado com as variações de produtividade, contribui para o avanço da produção projetada para este ano.