Os preços da soja recuaram nos mercados brasileiro e internacional nos últimos dias, interrompendo o movimento de valorização observado ao longo de setembro. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a pressão sobre as cotações externas está relacionada principalmente ao avanço da colheita da safra 2026/27 no Hemisfério Norte.
No mercado brasileiro, as negociações perderam ritmo no mercado spot. Pesquisadores do Cepea apontam que os agentes reduziram a participação nas operações diante da forte desvalorização das cotações internacionais.
Um dos fatores que aumentaram a pressão sobre os preços foi a ausência da soja nas negociações sobre tarifas comerciais entre Estados Unidos e China, duas das principais potências do mercado mundial da oleaginosa.
A falta de avanços específicos para a soja nas tratativas comerciais contribuiu para a queda das referências internacionais e trouxe maior cautela aos negócios realizados no Brasil.
Mesmo com a retração das cotações externas, o recuo dos preços domésticos foi parcialmente limitado pelos prêmios de exportação da soja brasileira. Esses prêmios ajudam a sustentar a competitividade do produto nacional no mercado internacional e reduzem parte do impacto das oscilações negativas observadas nas bolsas.
O cenário mantém os produtores e compradores atentos ao comportamento do mercado externo, especialmente diante do avanço da colheita no Hemisfério Norte e das negociações comerciais entre Estados Unidos e China, que podem continuar influenciando a formação dos preços da oleaginosa.