A falta de recursos financeiros levou a Associação de Equoterapia Eu Acredito a suspender, por tempo indeterminado, todas as bolsas de atendimento oferecidas pela instituição. A decisão pode afetar mais de 800 famílias que dependem do serviço, segundo comunicado divulgado pela entidade.
A associação afirma que enfrenta dificuldades para manter a estrutura de atendimento e que, atualmente, apenas 56 praticantes contam com recursos provenientes de emenda parlamentar. O número é considerado insuficiente diante da demanda.
Segundo a instituição, ao longo de sua trajetória, recursos destinados a 103 praticantes chegaram a ser utilizados para viabilizar o atendimento de aproximadamente mil pessoas. A entidade afirma que o trabalho foi mantido com recursos limitados e dedicação da equipe, mas que a situação financeira chegou a um ponto em que não é mais possível sustentar as bolsas.
A associação ressalta que a suspensão não ocorre por falta de compromisso com as famílias, mas pela ausência de recursos para continuar oferecendo o serviço.
Famílias devem procurar órgãos públicos
Com a interrupção dos atendimentos subsidiados, a entidade orienta mães, familiares e responsáveis a procurar o Ministério Público, o Governo do Estado do Acre, a Prefeitura Municipal e a Defensoria Pública em busca de providências para garantir a continuidade da terapia.
A recomendação é registrar formalmente os pedidos e apresentar relatórios médicos, encaminhamentos e outros documentos que comprovem a necessidade do atendimento, quando disponíveis. A associação também orienta as famílias a solicitar respostas oficiais dos órgãos procurados.
No comunicado, a instituição cita a Lei Federal nº 13.830/2019, que regulamenta a equoterapia no Brasil, e destaca os direitos das pessoas com deficiência relacionados à saúde, à habilitação e à reabilitação, conforme a legislação aplicável.
Retomada ainda não tem data
A Associação de Equoterapia Eu Acredito lamentou a necessidade de suspender as bolsas e defendeu maior participação do poder público para garantir o acesso ao atendimento. A entidade afirma que a continuidade da terapia é importante para os praticantes e que a responsabilidade não pode ficar concentrada em uma instituição filantrópica sem recursos suficientes.
A suspensão foi anunciada por tempo indeterminado, sem previsão de retomada das bolsas. A associação declarou que continuará defendendo os praticantes e que considera a união entre famílias, instituições e órgãos públicos essencial para buscar alternativas.