O mercado de trabalho brasileiro registrou novos sinais de expansão no trimestre encerrado em agosto de 2026, com a taxa de desocupação recuando para 5,3%, segundo os dados da PNAD Contínua. O resultado ocorre em um cenário de recorde no número de pessoas ocupadas e de aumento da renda, indicadores que também ajudam a dimensionar a importância de setores como a agropecuária para estados com forte presença das atividades rurais, como o Acre.
No trimestre de junho a agosto, o Brasil tinha 103,5 milhões de pessoas ocupadas, o maior contingente da série histórica. O número representa crescimento de 0,8% em relação ao trimestre encerrado em maio e de 1% na comparação anual.
A população desocupada ficou em 5,8 milhões de pessoas, uma redução de 281 mil em relação ao trimestre anterior e de 300 mil frente ao mesmo período de 2025.
Outro destaque foi o rendimento real habitual, que chegou a R$ 3.777, com alta de 3,7% em um ano. A massa de rendimento real habitual também atingiu recorde, chegando a R$ 385,6 bilhões.
Agro tem papel importante no mercado de trabalho
Embora os dados divulgados pelo IBGE mostrem os resultados do mercado de trabalho brasileiro por grandes grupamentos de atividade, o levantamento aponta que Indústria Geral e Construção foram os setores com crescimento da ocupação no trimestre, enquanto Transporte, armazenagem e correio apresentou aumento na comparação anual.
No Acre, a agropecuária tem peso relevante na geração de ocupação, especialmente em atividades ligadas à pecuária, agricultura familiar, café, mandioca, frutas, produção florestal e extrativismo. O desempenho do setor também movimenta atividades de transporte, comércio, beneficiamento e serviços ligados à produção rural.
A taxa de informalidade no país ficou em 37,5%, equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores, ligeiramente acima dos 37,3% registrados no trimestre encerrado em maio, mas abaixo dos 38% observados um ano antes.
Para o setor rural, os números nacionais mostram um mercado de trabalho com maior número de ocupados e crescimento da renda, mas também evidenciam a importância de acompanhar a qualidade dos vínculos e a informalidade, especialmente em atividades que concentram trabalhadores por conta própria e ocupações sazonais.