Defesa Sanitária

Dia Mundial de Combate à Raiva reforça alerta no Acre

Idaf amplia ações de conscientização e destaca vacinação dos rebanhos para prevenir a doença

Por Luiz Eduardo Souza ·

O Dia Mundial de Combate à Raiva, celebrado nesta segunda-feira (28), reforça no Acre a importância da prevenção e da vacinação dos animais. A data mobiliza o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), que realiza ações de educação sanitária em todos os municípios e intensifica a vigilância após registros de casos de raiva dos herbívoros no estado.

O trabalho de conscientização é realizado pelas unidades do Idaf em todo o Acre, com reforço nas localidades onde foram identificados casos da doença. Segundo o médico veterinário Alan Palu, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal do Idaf, a orientação aos produtores é manter a vacinação dos rebanhos e comunicar rapidamente qualquer suspeita.

“Mesmo que não tenha casos confirmados no município, é importante que o produtor realize a vacinação dos seus animais. Essa é uma das formas de combater e prevenir que essa doença continue presente no nosso estado”, afirmou Alan.

Em 2026, o Acre teve cerca de 10 a 11 notificações de suspeitas de raiva dos herbívoros, sendo quatro confirmadas. Entre os municípios com registros positivos estão Tarauacá e Mâncio Lima.

De acordo com o veterinário, apesar de o número de confirmações não ser considerado elevado, a doença exige atenção por causa do risco de disseminação nos rebanhos e da possibilidade de transmissão para seres humanos.

“A gente acredita que não é um número tão alarmante, mas fica em atenção para que essa doença não se propague no rebanho. Como é uma zoonose transmitida dos animais para os seres humanos, a gente fica em atenção e alerta mesmo que fosse um caso apenas”, explicou.

A raiva não tem cura nos animais infectados e pode provocar a morte do animal. Por isso, a identificação de sinais suspeitos e a comunicação ao serviço veterinário são importantes para evitar novos casos.

“A raiva é uma doença que não tem cura. Aquele animal que foi confirmado positivo para raiva vai a óbito. Se ela se alastrar dentro da propriedade, os prejuízos podem ser grandes, porque todos os animais confirmados acabam indo a óbito naturalmente pela doença”, disse Alan.

O Idaf orienta os produtores a ficarem atentos principalmente a animais que apresentem sintomas neurológicos. Em caso de suspeita, a recomendação é não tentar manipular o animal e procurar orientação técnica.

“Caso aquele produtor observe sintomas no seu rebanho, notifique o Idaf o mais rápido possível. Não manipule aqueles animais com suspeita neurológica de raiva. Procure o corpo técnico do Idaf, que é capacitado para atender de acordo com essas demandas que acontecem na propriedade rural”, orientou.

As ações de educação sanitária serão reforçadas nas unidades do Idaf durante esta semana, com informações sobre vacinação, prevenção e identificação de possíveis casos. A iniciativa marca o Dia Mundial de Combate à Raiva, celebrado anualmente em 28 de setembro.

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