O cenário climático segue diferente entre os estados da região Norte, com chuvas concentradas principalmente no Amazonas e predominância de tempo seco em outras áreas. O comportamento das precipitações tem influenciado tanto o nível dos rios quanto o desenvolvimento e a colheita de culturas agrícolas.
No Amazonas, foram registradas pancadas de chuva principalmente nas regiões oeste, centro e sudeste do estado. As precipitações podem ter contribuído para amenizar o rebaixamento do nível dos rios, em um período marcado pela redução da disponibilidade hídrica.
Em Roraima, praticamente não houve registro de chuva. O tempo seco favoreceu a maturação e a colheita da soja e do milho de terceira safra, culturas que já haviam sido impactadas por períodos de estiagem durante a fase final do ciclo.
No Pará, a predominância de tempo seco também contribuiu para o avanço das atividades no campo. As condições favoreceram a finalização da colheita do milho de segunda safra e o avanço da maturação e da colheita do feijão de terceira safra na região nordeste do estado.
Por outro lado, nas áreas onde as lavouras estavam menos adiantadas e ainda passavam pela fase de enchimento de grãos, a falta de chuva pode ter provocado restrições hídricas e afetado o desenvolvimento das plantas.
Em Rondônia e Tocantins, as precipitações registradas foram insuficientes para recuperar de forma significativa o armazenamento de água no solo. A baixa disponibilidade hídrica mantém atenção sobre as áreas agrícolas que ainda dependem de chuva para completar o ciclo produtivo.
O cenário mostra que, enquanto as chuvas contribuíram para a continuidade da colheita em algumas áreas, a irregularidade da precipitação e a baixa umidade do solo continuam sendo fatores de atenção para a agricultura na região Norte.
