O acumulado de chuva em setembro foi de 92mm. Até o dia 24, já choveu o volume esperado para todo o mês. É o que informa a Defesa Civil de Rio Branco. Normalmente um mês de muito calor e muito seco, não é comum chover tanto nessa época do ano.
Um reflexo dessa situação pode ser observado no nível das águas do Rio Acre. É o melhor nível do Rio Acre para o período. Iniciou a quinta-feira (24) com 1,91m. Há cinco dias, registrou 3,10m. É um comportamento incomum.
Esse comportamento extraordinário das chuvas já é um indicativo do fenômeno El Niño. E isso tem preocupado a direção da Defesa Civil de Rio Branco. “Talvez, essas chuvas que estão acontecendo com mais frequência no mês de setembro, elas nos faltem nos meses seguintes, em outubro, novembro e dezembro”, afirma o coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, Cláudio Falcão. “Podemos virar o ano com seca”.
Há uma série de episódios que apontam que 2026 é, de fato, um ano atípico em relação à meteorologia. O Rio Acre apresentou transbordamentos sequenciais desde dezembro de 2025. O Rio Acre transbordar em dezembro já é algo pouco usual. A última ocorrência foi registrada em 1975.
De dezembro a março, foram vários os transbordamentos registrados. Lembrando que a cota de transbordo do Rio Acre na Capital é de 14 metros.
Na sequência, a umidade relativa do ar foi piorando. O ar ficou mais seco. De julho a agosto, a Defesa Civil mudou o status da seca: passou de “moderada” para “severa”. Isso obrigou a Defesa Civil a traçar novos modelos de avaliação.
Em relação ao mês de agosto, o mês de setembro, apesar das chuvas, manteve a tendência e deve permanecer ainda na classificação de “severa”.
A Prefeitura de Rio Branco se prepara para a possibilidade de um final de ano com graves problemas de acesso à água. Junto com a Secretaria de Agricultura de Rio Branco (Seagro), a Defesa Civil elabora estudos para saber como está a situação dos poços e açudes em comunidades agrícolas em torno da Capital. A ajuda humanitária está sendo planejada.
