A evolução da qualidade dos cafés produzidos no Acre começa a abrir espaço para que o estado avance para mercados mais exigentes. A avaliação é do degustador e mestre de torra Tassio Souza, do Espírito Santo, que acompanha a produção acreana durante o QualiCafé.
Segundo ele, o trabalho desenvolvido pelos produtores, com maior atenção à técnica e aos cuidados durante a produção, tem resultado em cafés com sabores e aromas capazes de despertar o interesse de consumidores fora do estado.
“A evolução qualitativa dos cafés aqui do Acre é perceptível nas mesas de cupping. Estamos acompanhando há muito tempo essa evolução sensorial que o Acre vem fazendo, por meio de muita técnica, zelo, cuidado e carinho que vêm do produtor”, afirmou.
Para Tassio, esse avanço cria condições para que os cafés acreanos deixem de estar restritos ao mercado regional e busquem espaços em mercados que valorizam produtos de maior qualidade.
“Vem trazendo sabores e aromas que encantam o mercado e, com certeza, os cafés do Acre têm possibilidades de romper fronteiras e alcançar mercados que exigem muita qualidade”, destacou.
A avaliação aponta para uma oportunidade de expansão da cafeicultura acreana, especialmente com a produção de cafés diferenciados, capazes de agregar valor e disputar consumidores que buscam características específicas na bebida.