Serviços

Setor de serviços fica estável no Brasil em junho, aponta IBGE

Atividade não avançou em relação a maio, enquanto Acre registra desempenho regional positivo no acumulado do ano

Por Redação ·

O volume de serviços no Brasil ficou estável em junho de 2026, com variação de 0,0% em relação a maio, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE. Apesar da estabilidade no mês, o setor acumula alta de 2,0% no primeiro semestre e crescimento de 2,6% nos últimos 12 meses. Na comparação com junho de 2025, houve expansão de 2,0%, mantendo uma sequência de 27 resultados positivos consecutivos.

O resultado de junho ocorreu em um cenário de maior disseminação de taxas negativas. Quatro das cinco atividades pesquisadas apresentaram retração: serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,4%), outros serviços (-2,2%), serviços prestados às famílias (-1,2%) e transportes (-0,1%). A única alta veio de informação e comunicação, que avançou 1,8%, alcançando o terceiro resultado positivo consecutivo e acumulando crescimento de 3,0% nos últimos três meses.

Na comparação com junho de 2025, o crescimento de 2,0% foi sustentado principalmente pelo setor de informação e comunicação, que avançou 9,4%. Também houve alta nos serviços profissionais, administrativos e complementares (2,8%) e nos serviços prestados às famílias (1,7%). Já transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio recuaram 2,6%, enquanto outros serviços tiveram queda de 2,5%.

No acumulado de janeiro a junho, o setor de serviços também cresceu 2,0% em relação ao mesmo período de 2025. Informação e comunicação apresentou a maior expansão, de 6,8%, seguido pelos serviços profissionais, administrativos e complementares (2,4%) e pelos serviços prestados às famílias (2,0%). Transportes foi a única atividade com resultado negativo no semestre, com retração de 1,2%.

Acre aparece entre os estados com crescimento no semestre

No recorte regional, o desempenho do setor apresentou diferenças importantes entre as unidades da Federação. Em junho, 16 dos 27 estados registraram queda no volume de serviços na comparação com maio. No acumulado de janeiro a junho, entretanto, 14 unidades federativas apresentaram crescimento.

O Distrito Federal registrou alta de 9,1% no acumulado do primeiro semestre, enquanto Mato Grosso avançou 4,0%, São Paulo 4,0%, Bahia 1,8%, Santa Catarina 1,3% e Alagoas 10,0%. Entre os resultados negativos, Ceará teve a retração mais expressiva, de 5,1%, seguido por Amazonas (-5,8%), Minas Gerais (-0,9%) e Goiás (-1,6%).

No resultado de junho frente ao mesmo mês de 2025, o crescimento nacional de 2,0% foi acompanhado por 14 das 27 unidades da Federação. São Paulo teve a principal contribuição positiva, com alta de 4,2%, seguido pela Bahia (5,6%), Santa Catarina (3,9%) e Alagoas (34,1%). Entre as maiores retrações apareceram Rio Grande do Sul (-2,9%), Amazonas (-8,5%) e Mato Grosso (-4,8%).

Turismo registra nova queda

As atividades turísticas apresentaram um cenário mais negativo em junho. O volume caiu 3,4% em relação a maio, segundo resultado negativo consecutivo, acumulando perda de 3,8% no período.

Na comparação anual, o turismo recuou 5,3%, registrando o quarto resultado negativo seguido. Segundo o levantamento, a principal pressão veio da menor receita das empresas ligadas ao transporte aéreo de passageiros. No acumulado do primeiro semestre, as atividades turísticas tiveram queda de 0,9%.

Transporte de passageiros recua 4%

O volume de transporte de passageiros também apresentou retração em junho, de 4,0% frente a maio, na série com ajuste sazonal. Foi a segunda queda consecutiva, levando a uma perda acumulada de 5,1%.

Na comparação com junho de 2025, o transporte de passageiros caiu 11,1%, enquanto o transporte de cargas apresentou crescimento de 0,5%. No acumulado de janeiro a junho, o transporte de passageiros recuou 2,9%, enquanto o transporte de cargas teve leve alta de 0,4%.

Apesar da estabilidade registrada em junho, o setor de serviços brasileiro permanece 19,9% acima do nível de fevereiro de 2020, período anterior à pandemia, e apenas 0,3% abaixo do recorde da série histórica, alcançado em outubro de 2025.

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