O Acre despeja diariamente cerca de 57,1 milhões de litros de água poluída no meio ambiente sem tratamento adequado, segundo levantamento do Instituto Trata Brasil divulgado nesta terça-feira (11). O dado revela o baixo índice de tratamento de esgoto no estado e os impactos provocados sobre rios, córregos e demais bacias hidrográficas.
Em 2024, apenas 25,1% do volume de água consumida no Acre recebeu tratamento antes de ser devolvido à natureza. Com isso, 74,9% retornou ao meio ambiente sem passar pelo processo adequado de tratamento.
O estudo estima que as bacias hidrográficas acreanas receberam aproximadamente 20,8 milhões de metros cúbicos de água poluída ao longo do ano, principalmente em decorrência do esgoto residencial não tratado. O volume anual corresponde a cerca de 57,1 milhões de litros despejados diariamente em córregos, rios e áreas de represas.
Além da baixa cobertura de tratamento, o levantamento destaca que o problema não se limita à ausência de redes de coleta. Mesmo nos locais onde o esgoto é retirado das residências, uma parcela significativa ainda não passa por tratamento antes de ser devolvida ao meio ambiente.
Impacto ambiental
Segundo o Instituto Trata Brasil, a baixa cobertura de saneamento amplia os impactos ambientais sobre as bacias hidrográficas do Acre e pode atingir também municípios localizados a jusante dos cursos d’água.
O levantamento aponta ainda que o volume de água poluída equivale a aproximadamente 64,8 litros por habitante por dia. O cenário reforça os desafios do estado para ampliar a coleta e, principalmente, o tratamento de esgoto, reduzindo a carga de poluentes lançada diretamente na natureza.
