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Acre articula reativação da Ceplac para fortalecer cadeia produtiva do cacau

Coordenador da instituição afirma que estado reúne condições para receber estrutura permanente e defende criação da Câmara Setorial do Cacau

Por Luiz Eduardo Souza ·

A possibilidade de reativação da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) no Acre voltou ao centro das discussões durante o Seminário da Cadeia Produtiva do Cacau, realizado nesta quinta-feira (6), na Expoacre 2026, em Rio Branco. O coordenador da Ceplac, Tiago Guedes, afirmou que o estado reúne condições para voltar a contar com uma estrutura física da instituição, que atuou no Acre durante a década de 1980 e hoje busca ampliar sua presença em novas regiões produtoras.

Segundo Guedes, a retomada da atuação da Ceplac faz parte de um planejamento estratégico voltado ao fortalecimento da cadeia produtiva do cacau no estado. A proposta é construir, em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), um plano de desenvolvimento para atender mais de 1,5 mil produtores de cacau.

“A presença da Ceplac no Acre demonstra um planejamento estratégico do Estado. Queremos estruturar, junto com a Secretaria de Agricultura, um plano para fortalecer essa cadeia produtiva, que já reúne mais de 1.500 agricultores. Acreditamos no cooperativismo, entendemos que o Brasil é a bola da vez no mercado do cacau e que o Acre tem um grande futuro. A Ceplac tem ciência, história e experiência para contribuir nessa construção”, afirmou.

O coordenador também defendeu a criação da Câmara Setorial do Cacau no Acre como instrumento para integrar produtores, cooperativas, indústrias e instituições públicas na definição de políticas para o setor.

“A ideia é reunir todos os elos da cadeia para dialogar e construir, por meio do Plano Inova Cacau e das ações da Ceplac, uma estratégia estruturada de desenvolvimento para o estado”, destacou.

Sobre a possibilidade de reativação da Ceplac no Acre, Guedes disse que o cenário é favorável. Ele explicou que, enquanto anteriormente a instituição atuava em apenas oito estados produtores, atualmente 26 unidades da federação desenvolvem projetos e investimentos na cultura do cacau.

“Podemos pensar, sim, na reativação da Ceplac no Acre. Hoje praticamente todo o Brasil possui planos e projetos voltados ao cacau, e temos recebido diversos pedidos para ampliar nossa atuação, instalar escritórios e equipes técnicas nesses estados. Os servidores que já atuam na Amazônia realizam capacitações e formações, temos um acordo de cooperação técnica com o Idaf e outro em andamento com a Secretaria de Agricultura do Acre. É totalmente viável que possamos montar uma estrutura física para desenvolver as ações da cacauicultura no estado”, afirmou.

A proposta reforça a estratégia do governo estadual de consolidar o cacau como uma das cadeias produtivas prioritárias do Acre, ampliando a assistência técnica, a organização dos produtores e a abertura de novos mercados para a produção local.

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