O mercado de reposição bovina no Acre segue com preços inferiores aos praticados na maior parte dos estados brasileiros, segundo levantamento divulgado pelo Informativo Tem Boi na Linha, com cotações de 24 de julho de 2026. Os dados mostram que o estado registra alguns dos menores valores para animais de reposição, tanto nas categorias Nelore quanto mestiças, favorecendo a reposição de rebanhos por parte dos pecuaristas.
No segmento de macho Nelore, o boi magro (375 kg) foi cotado a R$ 3.550 por cabeça, ou R$ 9,47 por quilo, com relação de troca de 11,83 arrobas de boi gordo. O garrote (300 kg) alcançou R$ 3.150, equivalente a R$ 10,50/kg, enquanto o bezerro (240 kg) foi negociado a R$ 2.650 (R$ 11,04/kg). Já a desmama (195 kg) teve preço médio de R$ 2.407,50, ou R$ 12,35/kg.
Entre os machos mestiços, o boi magro foi cotado a R$ 3.017,50, seguido pelo garrote, vendido a R$ 2.675. O bezerro apresentou cotação média de R$ 2.252,50, enquanto a desmama foi negociada a R$ 2.046,38 por cabeça.
Nas categorias de fêmeas Nelore, a vaca boiadeira registrou preço médio de R$ 2.641, com cotação de R$ 8,00 por quilo. A novilha foi comercializada a R$ 2.380, a bezerra a R$ 1.925 e a desmama alcançou R$ 1.765 por cabeça.
Já entre as fêmeas mestiças, os preços ficaram em R$ 2.244,85 para a vaca boiadeira, R$ 2.023 para a novilha, R$ 1.636,25 para a bezerra e R$ 1.500,25 para a desmama.
Na comparação com estados como Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo e Paraná, o Acre apresenta valores significativamente menores em praticamente todas as categorias. Enquanto o boi magro Nelore supera R$ 4,7 mil em alguns mercados do Centro-Oeste e Sul, no Acre a cotação permanece em R$ 3.550, uma diferença que ultrapassa R$ 1,2 mil por animal.
O cenário reflete um mercado regional com menor valorização dos animais de reposição, mas também representa uma oportunidade para produtores que buscam recompor ou ampliar seus rebanhos com custos mais baixos. Ao mesmo tempo, os preços menores podem reduzir a rentabilidade dos pecuaristas que comercializam animais jovens, exigindo maior eficiência na produção para manter a competitividade.