O deputado estadual e vice-presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), Pedro Longo (MDB), defendeu o fortalecimento do cooperativismo e da agricultura familiar como estratégias para impulsionar o desenvolvimento do setor produtivo acreano. As declarações foram feitas durante entrevista ao programa Bar do Vaz, nesta terça-feira (21).
Segundo o parlamentar, cerca de 70% dos produtores rurais do Acre são pequenos agricultores, o que torna a organização em cooperativas uma alternativa para ampliar o acesso a crédito, máquinas, programas governamentais e investimentos que, individualmente, seriam difíceis de alcançar.
“O pequeno produtor, sozinho, muitas vezes não consegue adquirir um trator ou outro equipamento. Quando ele se organiza em uma cooperativa ou associação, passa a ter acesso a oportunidades que seriam inviáveis no CPF”, afirmou.
Longo destacou que o modelo também facilita a captação de recursos por meio de financiamentos e emendas parlamentares, fortalecendo a agricultura familiar, responsável por grande parte dos alimentos consumidos no estado.
Durante a entrevista, o deputado citou a cadeia produtiva do café como um dos principais exemplos do avanço do cooperativismo no Acre. Segundo ele, a organização dos cafeicultores permitiu investimentos em estruturas industriais capazes de agregar valor à produção e ampliar a competitividade do setor.
Para o parlamentar, experiências como essa demonstram que a união dos produtores é um dos caminhos para fortalecer a economia rural.
Ao comentar o cooperativismo, Pedro Longo também destacou a atuação da Cooperacre, considerada uma das maiores cooperativas do estado. Segundo ele, a entidade se consolidou como referência na industrialização de produtos da agricultura familiar, gerando renda e ampliando mercados para os produtores acreanos.
O deputado lembrou ainda que, em alguns períodos, a cooperativa chega a adquirir matéria-prima de outros estados para manter as unidades industriais em funcionamento e ampliar as exportações, fazendo com que o valor agregado permaneça no Acre.
Longo também rebateu críticas que associam o cooperativismo a modelos econômicos de caráter socialista. Segundo ele, trata-se de um sistema consolidado em importantes estados produtores do país, como Paraná, Mato Grosso e Rondônia, baseado na livre iniciativa e na divisão dos resultados entre os próprios cooperados.
“A cooperativa funciona pelas regras do mercado. Ela compra, industrializa, comercializa e distribui os resultados entre os associados. É um modelo empresarial que fortalece quem produz”, afirmou.
Na avaliação do parlamentar, fortalecer as cooperativas significa criar melhores condições para que os pequenos produtores permaneçam no campo, aumentem a renda e contribuam para o desenvolvimento econômico do Acre.
