Embrapa destaca sustentabilidade como princípio na celebração dos 50 anos no Acre

Em discurso, chefe Geral da Embrapa Acre destacou força do setor agropecuário e florestal como referências no trabalho desenvolvido pelos pesquisadores

Itaan Arruda
Chefe Geral da Embrapa Acre discursa nos 50 anos da empresa estatal de pesquisa e tecnologia. (Imagem: Cedida)

O discurso do Chefe Geral da Embrapa Acre, Bruno Pena, na celebração dos 50 anos da empresa estatal no estado, mostra a importância da ideia de sustentabilidade como um princípio comum a todas as pesquisas desenvolvidas na unidade.

“Estamos no bioma Amazônia. Isso nos impõe um senso de responsabilidade redobrado: alinhar o sistema produtivo a boas práticas sociais, econômicas e ambientais. Esse é o nosso desafio para os próximos 50 anos. Tenho convicção de que seremos capazes de superá-lo”, apontou Pena.

A solenidade de celebração aconteceu no auditório da Embrapa e foi praticamente ignorada pela bancada federal e pela classe política em geral. Dos 11 parlamentares federais, apenas três estavam presentes: deputada federal Socorro Neri (Progressistas) e os senadores Sérgio Petecão (PSD/AC) e o coordenador da bancada federal, senador Alan Rick (Republicanos/AC). O deputado estadual Luiz Tchê (PDT), ex-secretário de Estado de Agricultura, representou a Assembleia Legislativa do Acre. O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, também estava presente.

Na trajetória da Embrapa, Pena não esqueceu de exemplos importantes da pesquisa aplicada aos problemas da rotina do produtor acreano: a sigatoka negra, que assustou os bananicultores da região; o drama da praga nos pastos com braquiarão nos anos 90; as boas práticas na extração e armazenagem da castanha-do-brasil (ou castanha-da-amazônia) para controle da aflatoxina foram destacados por Pena.

Os inventos da Embrapa Acre também mereceram destaque: a criação do Sistema Guaxupé, um sistema simples que trabalha com o aumento da produtividade pecuária com sustentabilidade ambiental; o Modeflora, que criou referências importantes para o manejo florestal; o “mateiro digital”: uso de inteligência artificial para identificação de espécies florestais (Netflora); a contribuição da Embrapa para o Zoneamento Ecológico Econômico; o processo de Identificação Geográfica da farinha de Cruzeiro do Sul. São exemplos que foram lembrados.

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