Mapa aprova zoneamento climático para cultivo de algodão no Acre

Portaria define períodos de plantio e critérios técnicos para reduzir riscos climáticos na produção de algodão herbáceo no estado

Redação
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Foto: Reprodução.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) aprovou o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para a cultura do algodão herbáceo no Acre referente à safra 2026/2027. A medida foi publicada por meio da Portaria SPA/Mapa nº 165, assinada pelo secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos Júnior.

O zoneamento tem como objetivo indicar os períodos mais adequados para o plantio da cultura, considerando fatores como temperatura, disponibilidade hídrica e características dos solos, reduzindo os riscos de perdas provocadas por condições climáticas adversas.

De acordo com o documento, o algodoeiro apresenta melhor desenvolvimento em temperaturas entre 18°C e 30°C, necessitando de precipitação acumulada entre 700 e 1.300 milímetros ao longo do ciclo produtivo. O estudo também destaca que os períodos de floração e formação dos capulhos concentram a maior demanda por água da planta.

O ZARC classificou os riscos de cultivo em três níveis — 20%, 30% e 40% — e considerou aptos para a produção os municípios que apresentaram condições climáticas favoráveis em pelo menos 20% de sua área territorial. Foram avaliados solos de textura arenosa, média e argilosa, além de séries históricas de dados climáticos coletados em milhares de estações meteorológicas do país.

A portaria ressalta que as recomendações são destinadas ao cultivo de sequeiro e não se aplicam às áreas irrigadas. Também ficam excluídas áreas de preservação permanente, solos rasos, terrenos excessivamente pedregosos e locais em desacordo com a legislação ambiental vigente.

Os períodos de semeadura recomendados para cada município acreano podem ser consultados pelos produtores por meio do Sistema de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (SISZARC), do Painel de Indicação de Riscos do ZARC e do aplicativo Plantio Certo, disponibilizados pelo Ministério da Agricultura.

A publicação do zoneamento é considerada uma ferramenta estratégica para produtores e instituições financeiras, já que serve como referência para operações de crédito rural e programas de seguro agrícola vinculados à cultura do algodão.

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