O empresário Marcelo Lemos, da Galileu Leilões, lembrou, durante entrevista no agro24cast, como a pandemia impactou o segmento leiloeiro. O impedimento de realização de eventos presenciais, forçou os empresários a migrar exclusivamente para as plataformas digitais como forma de vitrine para a comercialização dos animais. “Nós usamos a tecnologia a nosso favor”, recorda.
E isso acabou sendo positivo, na avaliação dos empresários, porque os custos de manejo do gado para apresentação nas pistas dos leilões foi reduzido a praticamente zero. Isso exigiu mais das empresas leiloeiras. Agora, são os empresários dos leilões que têm que ir até as propriedades para instalar uma estrutura de gravação dos animais que serão vendidos.
Antes da pandemia, era o fornecedor do gado que tinha que garantir a apresentação do animal na pista. Agora, são as leiloeiras que têm que ir à propriedade. “O animal só é tirado da propriedade depois de efetivada a compra dentro dos canais digitais. O negócio melhorou significativamente para o fornecedor. Ficou cômodo para os investidores [comprador] porque ele não precisa sair de casa para investir na compra de um animal de corte”, explica.
Esse processo todo acabou diminuindo custos. “Diminuiu custos para todo mundo, principalmente para o vendedor”, analisa Marcelo Cordeiro. “Para nós, não tem mais o custo do funcionários que ficava no Tatersal, o custo do Idaf, o custo da limpeza dos currais no outro dia. isso deixou de existir”.
