O Ministério da Agricultura e Pecuária aprovou o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para o cultivo de amendoim no Acre na safra 2026/2027. A medida foi oficializada por meio da Portaria nº 68, publicada no Diário Oficial da União.
O zoneamento estabelece os períodos mais adequados de plantio, além de indicar os níveis de risco climático — 20%, 30% e 40% — com base em condições de chuva, temperatura e tipo de solo. O objetivo é orientar os produtores e reduzir perdas na lavoura.
De acordo com o documento, o amendoim se desenvolve melhor em clima quente. As temperaturas ideais ficam entre 25°C e 30°C, sendo que valores acima de 33°C ou abaixo de 18°C podem prejudicar principalmente a fase inicial da cultura.
Para cultivo de sequeiro, é necessária uma precipitação superior a 500 mm ao longo do ciclo, com boa distribuição das chuvas, especialmente nos dois primeiros meses. Regiões com excesso de umidade ou períodos prolongados de chuva não são recomendadas, pois favorecem doenças e dificultam a colheita.
O zoneamento considera aptos três tipos de solo: arenoso, de textura média e argiloso. Também são exigidas áreas com pelo menos 50 cm de profundidade e sem excesso de pedras. Áreas de preservação permanente ou que não atendam à legislação ambiental não são indicadas para o plantio.
O calendário de plantio é dividido em períodos de dez dias ao longo do ano. A indicação do melhor momento de semeadura varia conforme o município e o nível de risco climático.
O ciclo do amendoim também é levado em consideração, podendo variar entre cultivares com duração inferior a 115 dias, entre 115 e 135 dias, ou superior a 135 dias. O intervalo entre o plantio e a emergência das plantas, estimado entre cinco e dez dias, também influencia no cálculo do risco climático.
O zoneamento parte do princípio de que o produtor adotará boas práticas agrícolas. Problemas como manejo inadequado, escolha incorreta de cultivares ou falhas no controle de pragas e doenças podem comprometer a produtividade, mesmo em áreas consideradas aptas.
Por isso, o documento recomenda o acompanhamento técnico e a consulta a órgãos de pesquisa e extensão rural para garantir melhores resultados no cultivo.
A relação completa de municípios aptos e os períodos indicados de plantio podem ser consultados em plataformas oficiais do governo federal, como os sistemas do ZARC e o aplicativo Plantio Certo.
