Veronez destaca melhor cenário para a pecuária em 2026

Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre avalia que a “perspectiva para a pecuária é melhor” comparado ao ano passado: melhor preço do bezerro e também da arroba alimentam otimismo

Itaan Arruda
Assuero Veronez, presidente da Faeac, afirma que a pecuária acreana vive um novo patamar, com valorização do bezerro, avanços em genética e manejo e desafios ligados à fiscalização e ao mercado. Foto: Iago Nascimento.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre, Assuero Veronez, está otimista com o cenário da pecuária no Brasil para o ano de 2026. No entendimento dele, há elementos que apontam possibilidades de um desempenho ainda melhor do que foi o ano de 2025.

“Depois de um ano muito difícil para a pecuária, com preços não remuneratórios, com preço do bezerro baixo, preço da arroba baixo, embora o país estivesse tendo uma performance expressiva na exportação de carne, mas os preços, vivendo aquele ciclo de baixa da pecuária, foi muito difícil para os pecuaristas, especialmente, os pequenos pecuaristas”, lembra Veronez.

O que o presidente da Faeac entende é que esse quadro de desempenho na balança comercial muito bom, enquanto a rotina financeira do pecuarista vai mal tende a mudar em 2026. “Começamos 2026 com outro cenário. Estamos assistindo à recuperação dos preços bastante expressiva: os bezerros já valorizaram muito, o preço da arroba do boi gordo também. Estamos em um ciclo de mudança, onde devemos assistir à inversão da relação de abate entre bois e vacas”, antecipa o presidente, fazendo referência ao ciclo pecuário.

De acordo com o Boletim da Pecuária Bovina, o abate de fêmeas representa 56,30% do total abatido. Em um cenário de alta da pecuária, o produtor tende a reter as fêmeas no pasto. E é isso o que Veronez vislumbra que já possa acontecer. “O abate de vacas ainda está sendo maior do que o de bois. Deve haver uma inversão, justamente porque, em um cenário de alta, a tendência do pecuarista é reter as fêmeas porque os bezerros passam a ser muito valorizados”.

Esse cenário é o que Veronez calcula que ocorra no curto prazo. “Então, nós temos uma perspectiva bem melhor do que a do ano passado. Espero que a gente consiga transformar esse momento em maior rentabilidade para pagar contas e manter a atividade com investimentos”. 

Sobre a questão da saída de animais vivos, o presidente da Faeac relaciona ao ambiente típico de um ambiente negativo ao pequeno pecuarista registrado ano passado. “Em função do cenário adverso para o pequeno pecuarista, houve uma saída grande de animais vivos para outros Estados, como forma de atender a um mercado que já estava em baixa, mas que permitia que déssemos vazão ao excesso de animais que tínhamos naquele ano”.

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