O grupo de 40 delegados que integra o Intercâmbio das Cooperativas da Agricultura Familiar da Amazônia segue nesta quinta-feira (23) para o município de Acrelândia. A ideia é conhecer a rotina de uma região que, apesar de ser um espaço com tradicional atividade agrícola, não tem uma organização cooperativa tão forte quanto a que surgiu no Vale do Rio Juruá, com destaque para Mâncio Lima, por meio da Coopercafé.

O Intercâmbio das Cooperativas da Agricultura Familiar da Amazônia é uma iniciativa da Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia), com apoio local da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB/seccional Acre).
Um dos gargalos da cadeia produtiva do café observados e já noticiados em Acrelândia é a inexistência de uma secadora mantida pelo poder público de forma que os cafeicultores possam utilizar com preços subsidiados. Na região, há secadores, mas são da iniciativa privada e nem todos os produtores têm condições de custear integralmente.

Como o cooperativismo não é tão atuante, não há organização da classe trabalhadora com força suficiente para pressionar o Governo do Acre a fazer algum convênio com uma empresa privada e bancar parte do serviço. O resultado é o que já foi mostrado: café estragando porque não conseguiu acesso à secagem.
Um dos locais que o grupo deve visitar é o Ramal Granada, uma tradicional região produtora de café. O Granada já recebeu diversos apoios do Governo do Acre, inclusive com compra de estrutura de industrialização.
