Estradas Federais

Superintendente do Dnit no Acre explica atraso nas obras durante 2025

Votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias pelo Congresso Nacional, que deveria ocorrer em novembro, ocorreu no final de abril e obrigou que o início dos trabalho ocorresse somente em julho

Por Itaan Arruda ·
Disputa entre Congresso Nacional e Palácio do Planalto teve repercussão direta na manutenção das estradas federais no Acre. (Foto: Iago Nascimento)

O superintendente do Dnit no Acre, Ricardo Araújo, explicou ao agro24cast o processo que levou o ano de 2025 a ser um dos piores para a engenharia das estradas federais. A falta de recursos começou com o atraso da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA).

O documento deveria ser apreciado pelo Congresso Nacional em novembro/dezembro de 2024. Mas só foi debatido e votado no fim de abril. “Até esse dinheiro ser aprovado pelo Congresso, ser sancionado pela Presidência da República no final de abril e início de maio, tem que seguir os trâmites: Casa Civil, Ministério dos Transportes e Dnit. Esse trâmite levou aproximadamente 60 dias”, afirmou o superintendente.

“Perdemos o verão, que começou em maio. Efetivamente, fomos começar a trabalhar em julho”, lamentou. Enquanto isso, a estrada ia se desmanchando.

Para piorar, o atraso na chegada dos recursos veio acompanhado de outro problema: o corte orçamentário. Para atender o apetite dos deputados federais e senadores pelas emendas parlamentares, o Executivo teve que cortar recursos de áreas estratégicas. A infraestrutura foi uma delas. “O orçamento que tinha sido planejado foi cortado ao meio”, lembra Ricardo Araújo.

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