“Morte Vertical” é a doença que está atingindo os cupuaçus do Reca

Amarelamento das folhas, perda de produtividade e troncos e raízes atingidas

Itaan Arruda
Evandro Ferreira, do Inpa, acompanha as pesquisas feitas pela Ufac e aplicadas no Reca. Praga sem referência na literatura agronômica. (Foto: Iago Nascimento)

O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) Evandro Ferreira tratou da visita que fez ao Reca (Reflorestamento Econômico Consorciado e Adensado), em Nova Califórnia, onde acontece o problema de pragas que estão atingindo os pés de cupuaçu. Ele afirmou que a doença está sendo chamada de “Morte Vertical”.

As folhas ficam amareladas. Por conta disso a fotossíntese fica comprometida e, desta forma, a produtividade da planta cai drasticamente. Em dois anos, a planta tem que ser sacrificada e o replantio é necessário. Isso é um cenário de muita preocupação para um projeto em que 60% do faturamento estão vinculados à cultura do cupuaçu.

“Uma planta com oito, dez anos, altamente produtiva, se você tiver que replantar, você vai ter uma quebra da sua produção”, explicou o pesquisador. “Existem alguns estudos. E, neste caso, é interessante. Tem um rapaz da Ufac que fez um mestrado. Ele descobriu os fungos que estão atacando, mas não se sabe exatamente quais deles. Mas o que é interessante é que se tem um norte a ser seguido. A própria Universidade Federal do Acre tem outro setor que faz uma pesquisa. Sabe-se que é um grupo de fungos e, provavelmente, você tem medidas que podem combater esses fungos”.

A intervenção química (no sentido de ser artificial) está sendo usada, assim como o controle biológico também está em desenvolvimento. Esta ideia de controle biológico é a que está apresentando resultados mais eficazes. Os próprios produtores do Reca vão poder produzir localmente, de modo que não fiquem dependentes de fatores externos para conseguir combater os fungos.

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