Ministro reforça papel estratégico da bioeconomia no Acordo Mercosul-União Europeia

Márcio Rosa lembrou que a arquitetura do acordo é favorável ao Brasil: 96% dos produtos que o Brasil exporta já têm tarifa zero e 92% do que eles exportam para o Brasil tem a mesma condição. Atualmente, o Brasil exporta 543 produtos para a região. O foco do Acre deve estar justamente neste nicho

Luiz Eduardo Souza
Jorge Viana, ex-presidente da ApexBrasil construiu as bases para que alguns setores da economia local possam estar aptas a entrar no mercado externo. (Foto: Luiz Eduardo)

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Fernando Elias Rosa, ressaltou o papel estratégico que a indústria vinculada à bioeconomia tem para o comércio com a União Europeia. “O acordo Mercosul União Europeia, que o presidente Lula conseguiu concluir depois de 26 anos de negociação é um dispositivo que estabelece que haverá preferência para produtos que tenham sustentabilidade. Toda a bioindústria, toda indústria associada à bioeconomia, que é abundante na Amazônia Legal, será até privilegiada”, afirmou o ministro na chegada à sede do Sebrae para o encontro que discute como as empresas locais podem acessar o mercado europeu a partir do Acordo Mercosul-União Europeia.

“O desafio do Brasil é justamente expandir a base exportadora”, afirmou o ministro. “O Acre está assistindo a dados históricos do Comércio exterior. Nós nunca exportamos tanto como este ano e no ano passado. A meta é continuar expandindo. Esse ano, o Acre está com cinquenta milhões de dólares de exportação, um recorde. Nunca havíamos alcançado”.

O Acordo Mercosul-União Europeia é favorável ao Brasil, na medida em que 96% do que o Brasil exporta para a União Européia terá tarifa zero e 92% dos que a União Europeia exporta para o Mercosul terá tarifa zero. A Apex já identificou 543 produtos que já terão tarifa zero para exportação. É justamente nesse conjunto de produtos que o Acre pode focar energia e recursos. Nos últimos dois anos e meio, o Brasil abriu, nas contas do Mdic, mais de 540 novos mercados.

“O Acre está muito bem posicionado nas exportações. Em 2022, o Acre exportava menos de cinquenta milhões. Ano passado, exportou cem milhões [de dólares]. E este ano já exportou cinquenta e quatro milhões de dólares”, contou o atual presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller. “No quesito exportação, o Acre tem muito potencial. Tem a Estrada do Pacífico, tem a saída pelo Porto de Chancay e agora o Acordo com a União Europeia. Os europeus querem cada vez mais os produtos da sociobiodiversidade, os produtos da floresta, o açaí, a farinha, os óleos essenciais, o café, o cacau e as nossas proteínas. Nada disso acontece por acaso. É resultado de muito trabalho”.

O acordo histórico entre o Mercosul União Europeia foi ressaltado pelo ex-presidente da ApexBrasil Jorge Viana pelas vantagens comparativas que o Brasil tem. E lembrou da importância da Amazônia e da agricultura brasileira no cenário internacional. “O PIB do Mercosul União Europeia é de vinte e dois trilhões de dólares. A partir do Acordo, quem for exportar para a União Europeia vai ter tarifa zero. Por isso que estou tão empenhado”, disse Viana. “O Acre está precisando de boas notícias, de crescimento da sua economia, de gente que pense e planeje o futuro do Acre. E é isso o que estou tentando fazer”.

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