Produtores cobram posicionamento do governo após áudio de diretor do Deracre e pedem fiscalização da Aleac

Manifestantes afirmam que setor rural precisa de definição sobre quais estradas serão recuperadas e defendem acompanhamento da Assembleia na execução das obras públicas

Redação
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A manifestação de produtores rurais realizada nesta terça-feira na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) ganhou novos contornos após a divulgação de um áudio atribuído ao diretor-presidente do Deracre, Geraldo Pereira. Durante o ato, um dos organizadores afirmou que o protesto já estava programado, mas disse que o conteúdo do áudio reforçou a preocupação do setor com a condução das ações de recuperação dos ramais no estado.

Segundo o representante, o principal objetivo da mobilização é solicitar que a Aleac, por meio das comissões de Serviço Público e de Obras Públicas, acompanhe a execução dos serviços realizados nos ramais e fiscalize a aplicação dos recursos públicos destinados à infraestrutura rural.

“Já estava programada nossa vinda aqui à Assembleia para pedir a participação da Assembleia, da Comissão de Serviço Público e da Comissão de Obras Públicas, para que acompanhem a execução dos serviços nos ramais. Estamos saindo de um inverno rigoroso, um inverno que destruiu todos os ramais do estado do Acre”, declarou.

O organizador ressaltou que o período chuvoso provocou prejuízos significativos ao setor produtivo, danificando estradas vicinais, máquinas e equipamentos. Apesar das críticas, ele afirmou que o movimento não busca responsabilizar exclusivamente o governo estadual, mas cobrar maior transparência e fiscalização sobre a execução das obras.

“Foi um sofrimento muito grande. O inverno destruiu máquinas, equipamentos e os ramais. Não queremos trazer apenas a culpa para o governo. Queremos que a Assembleia participe e acompanhe, porque essa também é uma das suas missões: fiscalizar o orçamento público destinado às obras e aos serviços públicos”, afirmou.

Ao comentar o áudio divulgado, o representante disse que, caso o conteúdo seja verdadeiro, a situação evidencia falta de alinhamento dentro da administração estadual.

“Esse áudio demonstra uma Torre de Babel, onde não estão falando a mesma língua. Se for verdade o que está nesse áudio, isso nos preocupa muito e fere a autoridade do governante. Alguém tem que chamar para si essa responsabilidade e apagar, não o que foi divulgado, mas esse entendimento popular de que não há governo. É preciso que essa Torre de Babel seja desmontada.”

O manifestante também cobrou um posicionamento público da governadora e afirmou que o setor rural precisa de uma definição sobre o planejamento das obras para organizar o escoamento da produção.

“O maior setor produtivo do estado do Acre, que é o setor rural, não pode pagar essa conta porque as pessoas não estão se entendendo. A governadora precisa dar uma satisfação. Não adianta remeter a responsabilidade ao Deracre ou à diretoria do órgão. É preciso que a maior autoridade do Estado fale, porque o setor rural precisa dessa resposta. O Estado precisa definir quais ramais serão recuperados para que os produtores dos demais ramais, que não receberem esse serviço, possam começar a cobrar dos prefeitos a manutenção das estradas e garantir o escoamento da produção.”

Os produtores defendem que a recuperação da malha de ramais seja tratada como prioridade, especialmente após o período de chuvas intensas que comprometeu o acesso às propriedades rurais e dificulta o transporte da produção agrícola em diversas regiões do Acre.

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