Josimar: planejamento de campanha começou seis meses antes do pleito

Reitor eleito lembra as principais características de uma das eleições mais politizadas da história recente da Universidade Federal do Acre

Itaan Arruda
Josimar Ferreira: "A partir do momento que a atual gestão caminhou para o ‘apartheid’, de não caminhar com a vice-reitoria, a gente veio construindo um diálogo com várias representações da nossa comunidade, em especial, com os estudantes”. (Foto: Wildy Melo)

O reitor eleito da Universidade Federal do Acre (Ufac), Josimar Ferreira, afirmou que o planejamento da campanha começou seis meses antes do pleito. De acordo com declaração apresentada ao programa agro24cast, ele fez consultas ao Fórum Empresarial de Inovação de Desenvolvimento para ouvir o que segmentos importantes da economia regional entendiam do papel da universidade no crescimento econômico regional.

“Eu ouvi bastante o Fórum. Algumas pessoas do Fórum ajudaram a elaborar um plano de gestão. Nós soltamos, seis meses antes, um google form [plataforma digital com formulário de pesquisa on line] para toda a comunidade. Recebemos mais de quatrocentas contribuições”, orgulha-se.

Josimar Ferreira foi vencedor nos três segmentos da Ufac: professores, técnicos e alunos. É um desempenho inédito na comunidade acadêmica.

Para designar o processo de separação entre ele e a atual reitora, Guida Aquino, o reitor eleito suou o polêmico termo “apartheid”, uma referência ao regime de segregação racial que foi implantado na África do Sul desde o final dos anos 40 até a primeira metade dos anos 90. Foi um regime tão impactante que a palavra acabou conquistando uma conotação muito além do que simples “divisão”, “separação”, “discriminação”. Aos poucos, a palavra passou a ser sinônimo de exclusão.

“A comunidade clamava por uma mudança”, assegurou o reitor eleito. “Eu venho de uma história de gestão, desde a gestão de Minoru, eu vim do campus de Cruzeiro do Sul para ser pró-reitor e depois vice-reitor. São catorze anos desse grupo que vinha em cargos máximo de gestão e tinha o anseio da comunidade pela mudança. A partir do momento que a atual gestão caminhou para o ‘apartheid’, de não caminhar com a vice-reitoria, a gente veio construindo um diálogo com várias representações da nossa comunidade, em especial, com os estudantes”.

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