Idaf aproxima serviços de defesa agropecuária de comunidades isoladas em Feijó

Fundada há 11 anos, a Associação Igarapé Grande reúne produtores que vivem principalmente da produção de farinha oriunda da mandioca e que precisam manter suas plantações saudáveis para garantir a comercialização do produto na cidade

Redação
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Comunidade formada há 11 anos nunca havia tido orientações técnicas como as realizadas pelos agentes do Idaf. Trabalho de educação chega às regiões isoladas do Rio Jurupari. (Fabiana Matos/Idaf)

Garantir que os serviços de defesa agropecuária cheguem às comunidades rurais mais distantes do estado é o objetivo do projeto Ação Itinerante, realizado pelo governo do Acre, por meio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), que promoveu nesta terça-feira, 19, mais uma etapa da ação no rio Jurupari, no Seringal Humaitá, na Associação Igarapé Grande, localizada a cerca de oito horas de viagem do município de Feijó.

A iniciativa representa muito mais do que a oferta de serviços. A ação fortalece a troca de informações entre os produtores e as equipes técnicas, assegurando a sanidade animal e vegetal e contribuindo diretamente para o fortalecimento da produção rural na região.

“Faz tempo que estamos esperando uma ação importante na nossa comunidade, e a vinda do Idaf é um presente, porque moramos muito longe da cidade, e para chegar aqui realmente é para quem quer fazer um bom trabalho. As pessoas pensam que o Idaf é só para multar, mas hoje nossa comunidade viu uma equipe que explicou coisas que precisamos saber”, destacou o presidente da Associação Igarapé Grande, Luíz Rodrigues Oliveira.

A produtora rural Maria de Fátima Nascimento contou que saiu nas primeiras horas da manhã para participar da ação e destacou a importância das orientações levadas pela equipe técnica. “A gente veio de longe para assistir e aprender mais sobre as doenças que podem prejudicar nossa plantação. Muitas vezes temos dúvidas e não conseguimos ir até a cidade buscar orientação. Hoje tivemos a oportunidade de conversar, perguntar e entender melhor como cuidar da nossa produção”, afirmou.

Fundada há 11 anos, a Associação Igarapé Grande reúne produtores que vivem principalmente da produção de farinha oriunda da mandioca e que precisam manter suas plantações saudáveis para garantir a comercialização do produto na cidade. Por isso, os temas que mais despertaram interesse dos participantes foram os cuidados relacionados à vassoura-de-bruxa da mandioca e ao combate à lagarta mandarová, pragas que podem comprometer significativamente a produção agrícola da região.

Para o chefe da unidade do Idaf em Feijó, o médico veterinário Vinícius Braga, a presença do órgão na localidade reforça o trabalho do instituto juntos aos produtores. “Recebemos a solicitação e logo nos organizamos para ir até a comunidade, pois garantir suporte técnico aos produtores que vivem em regiões de difícil acesso é uma atribuição importante do Idaf, contribuindo para o avanço do monitoramento das propriedades e de suas explorações pecuárias, fortalecendo a defesa agropecuária no Acre”, ressaltou.

Durante toda a ação, os produtores receberam orientações sobre emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), vacinação contra a brucelose, declaração de rebanhos, regularização cadastral de propriedades rurais, além de informações sobre o combate à monilíase do cacau e cupuaçu e ao moko da bananeira.

Os participantes também receberam orientações quanto às boas práticas de aplicação de agrotóxicos, emissão de receituário agronômico e logística reversa das embalagens vazias, reforçando a importância do uso correto e seguro desses produtos no meio rural.

Segundo o chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal do Idaf, Alan Palú, a atuação do poder público no fortalecimento da defesa agropecuária é importante. “O trabalho da defesa sanitária vai muito além da fiscalização. Também envolve educação sanitária, orientação técnica e monitoramento constante das propriedades rurais. É imprescindível que os produtores conheçam as doenças e pragas que podem afetar suas lavouras e rebanhos, porque a informação ajuda na segurança no campo”, enfatizou.

(Texto de Fabiana Matos, extraído da Agência de Notícias do Acre)

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