Idaf se pronuncia sobre situação de lhamas apreendidas no Acre

O presidente do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre, Francisco Thum, afirma que o caso preocupa em função das questões zoosanitárias e que está à disposição das orientações do Mapa 

Redação
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Idaf disse que aguarda orientações do Mapa. (Foto: ac24horas)

O presidente do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre, Francisco Thum, divulgou uma nota pública sobre o caso das lhamas apreendidas pela Polícia Federal no Posto da Tucandeira.

De acordo com Thum, “o caso é tratado com elevada preocupação pelas autoridades sanitárias estaduais, em razão dos potenciais riscos zoossanitários decorrentes da entrada irregular dos animais”. O representante do Idaf disse que está à disposição das orientações do Mapa.

Nota pública sobre a situação de lhamas apreendidas no Acre

O governo do Acre, por meio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), informa sobre o caso da apreensão de 44 lhamas realizada pela Polícia Federal no Acre, após a interceptação de um caminhão que transportava os animais sem a documentação sanitária e fiscal obrigatória, nesta quinta-feira, 21, no Posto de Fiscalização da Tucandeira.

Durante a ação de fiscalização de trânsito agropecuário, o motorista foi autuado administrativamente e determinada, de imediato, a devolução dos animais ao local de origem. Contudo, em razão da ausência de escolta policial disponível no momento da ocorrência para garantir o retorno seguro da carga, e em conformidade com determinação da Sefaz, os animais e os responsáveis pelo transporte foram encaminhados à Polícia Federal.

Posteriormente, a Polícia Federal deliberou pelo deslocamento dos animais até o município de Rio Branco, bem como pela adoção das medidas cautelares cabíveis em relação ao transportador. Com a atuação da Polícia Federal e a caracterização de possível infração sanitária transfronteiriça, o caso passou a ser tratado no âmbito da esfera federal, cabendo ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio dos órgãos competentes, definir as providências administrativas e sanitárias aplicáveis.

O caso é tratado com elevada preocupação pelas autoridades sanitárias estaduais, em razão dos potenciais riscos zoossanitários decorrentes da entrada irregular dos animais, especialmente no que se refere à proteção do rebanho acreano e à segurança da cadeia produtiva agropecuária do estado.

O governo do Estado aguarda as orientações do Mapa, órgão competente para conduzir os procedimentos relacionados a infrações sanitárias de caráter transfronteiriço.

O instituto destaca, ainda, a relevância da manutenção do reconhecimento internacional concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) ao Acre como zona livre de febre aftosa sem vacinação, status sanitário estratégico para a proteção do rebanho estadual e para o fortalecimento da agropecuária, um dos principais segmentos econômicos do estado.

José Francisco Thum

Presidente do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre

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