O Ministério da Agricultura e Pecuária publicou um novo ato com atualizações em registros de agrotóxicos e produtos afins no Brasil, incluindo autorizações, inclusões de fabricantes, mudanças de marca comercial e alterações nas recomendações de uso.
Entre os principais pontos, está a inclusão do ingrediente técnico tiametoxam em diferentes produtos formulados, ampliando as opções disponíveis no mercado para controle de pragas. Também foram aprovadas novas combinações de ingredientes ativos, como etiprole e haloxyfop, além da inclusão de fabricantes e formuladores em diversos produtos já registrados.
O ato ainda autoriza empresas a importar determinados defensivos agrícolas, como produtos à base de clorpirifós, triclopir e outros herbicidas e inseticidas, o que pode impactar a oferta desses insumos no mercado nacional.
Outro destaque é a atualização de recomendações de uso de diversos produtos, com inclusão de novas culturas, ajustes de doses e ampliação do controle de pragas. Entre as mudanças, há liberações para uso em culturas como milho, soja, café, cacau, citros, algodão e pastagens — atividades relevantes para diferentes regiões do país, incluindo a Amazônia.
Também foram aprovadas aplicações com novas tecnologias, como o uso de drones para pulverização em pastagens, além da ampliação de alvos biológicos controlados por determinados produtos.
Por outro lado, o ato traz o cancelamento de alguns pedidos de registro, indicando ajustes regulatórios e possíveis desistências por parte das empresas.
Na prática, as atualizações fazem parte do processo contínuo de revisão e modernização dos insumos agrícolas no Brasil, com impacto direto no manejo de pragas, doenças e plantas daninhas. Para produtores do Acre, especialmente nas cadeias de café, cacau e grãos, as mudanças podem ampliar o leque de ferramentas disponíveis no campo, exigindo, por outro lado, atenção redobrada quanto ao uso correto e às recomendações técnicas de cada produto.
