Café: preços recuam com expectativa de safra recorde

Oscilações no mercado internacional e aproximação da colheita no Brasil pressionam cotações, enquanto estoques baixos sustentam demanda

Luiz Eduardo Souza

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os preços do café seguem em queda no Brasil e no exterior, pressionados pela expectativa de aumento da produção mundial e pela proximidade da colheita da safra 2026. Apesar disso, os estoques reduzidos e a demanda global aquecida evitam recuos mais acentuados.

No mercado internacional, o arábica chegou a superar 300 centavos de dólar por libra-peso em Nova Iorque, mas fechou a semana com leve queda. Já o robusta recuou pelo segundo período seguido, influenciado pela maior produção no Brasil e no Vietnã.

No mercado interno, a entrada da nova safra deve intensificar a pressão sobre os preços a partir de maio. Ainda assim, a demanda externa firme, diante dos baixos estoques mundiais — os menores em 25 anos — deve favorecer as exportações brasileiras ao longo de 2026.

As exportações somaram 2,9 milhões de sacas em março, alta mensal de 7,3%, mas queda de 26,8% na comparação anual. No acumulado do primeiro trimestre, o volume exportado caiu 29,3%.

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