Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os preços do café seguem em queda no Brasil e no exterior, pressionados pela expectativa de aumento da produção mundial e pela proximidade da colheita da safra 2026. Apesar disso, os estoques reduzidos e a demanda global aquecida evitam recuos mais acentuados.
No mercado internacional, o arábica chegou a superar 300 centavos de dólar por libra-peso em Nova Iorque, mas fechou a semana com leve queda. Já o robusta recuou pelo segundo período seguido, influenciado pela maior produção no Brasil e no Vietnã.
No mercado interno, a entrada da nova safra deve intensificar a pressão sobre os preços a partir de maio. Ainda assim, a demanda externa firme, diante dos baixos estoques mundiais — os menores em 25 anos — deve favorecer as exportações brasileiras ao longo de 2026.
As exportações somaram 2,9 milhões de sacas em março, alta mensal de 7,3%, mas queda de 26,8% na comparação anual. No acumulado do primeiro trimestre, o volume exportado caiu 29,3%.
