Representantes do governo brasileiro, do Ministério da Agricultura e Pecuária e da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes estiveram nesta segunda-feira (16) na embaixada do Brasil em Washington, D.C. para tratar da ampliação das exportações de carne bovina ao mercado norte-americano.
Um dos principais pleitos apresentados ao ministro-conselheiro para Assuntos Econômicos e Financeiros da embaixada, Kassius Diniz Pontes, foi a habilitação de frigoríficos do estado do Pará para exportar carne bovina aos Estados Unidos.
Segundo o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, o objetivo é priorizar o estado nas negociações, destacando que o Brasil mantém há cerca de dez anos uma relação de confiança com os EUA nesse mercado, baseada na complementaridade entre as indústrias dos dois países.
Apesar de possuir o segundo maior rebanho comercial do Brasil, o Pará ainda enfrenta entraves para obter novas habilitações sanitárias. A dificuldade já vinha sendo apontada por representantes da cadeia produtiva local e também pelo governador Helder Barbalho, que chegou a criticar a demora na abertura de mercados.
Em 2024, o estado havia anunciado a implantação da rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos, com início previsto para 2026, mas a medida foi adiada para 2031 após a ausência de avanços concretos na abertura de novos mercados internacionais.
A agenda em Washington também incluiu uma rodada de negócios que reuniu cerca de 20 empresas brasileiras com importadores norte-americanos, além de um jantar comemorativo pelos dez anos de exportações de carne bovina brasileira aos EUA.
Participaram ainda da missão a embaixadora do Brasil nos EUA, Maria Luiza Ribeiro Viotti; o chefe de gabinete do ministro Carlos Fávaro, Wilson Tasques; o secretário-adjunto da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Augusto Billi; a adida agrícola Ana Lucia Viana; e o diretor executivo do Meat Import Council of America, Michael Skahill.
