A inflação oficial do país, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou em 0,70% em fevereiro, acima da taxa registrada em janeiro (0,33%). Embora o principal impacto no índice tenha vindo da educação, o grupo Alimentação e bebidas voltou a subir, registrando alta de 0,26%, o que reforça a pressão dos preços dos alimentos no orçamento das famílias brasileiras.
Dentro da alimentação no domicílio, que avançou 0,23%, alguns produtos apresentaram aumentos expressivos. O destaque foi o açaí, com alta de 25,29%, seguido pelo feijão-carioca (11,73%), ovo de galinha (4,55%) e carnes (0,58%). Esses itens estão entre os mais consumidos pelos brasileiros e contribuíram para manter a inflação de alimentos em trajetória de alta no início do ano.
Por outro lado, alguns produtos registraram queda de preços no período, ajudando a reduzir um avanço ainda maior do grupo. As frutas caíram 2,78%, enquanto o óleo de soja recuou 2,62%, o arroz teve queda de 2,36% e o café moído diminuiu 1,20%. Ainda assim, o aumento de itens básicos da cesta alimentar manteve a pressão sobre os gastos domésticos.
Já a alimentação fora do domicílio teve desaceleração e subiu 0,34% em fevereiro, abaixo dos 0,55% registrados em janeiro. O preço das refeições passou de 0,66% para 0,49%, enquanto o lanche desacelerou de 0,27% para 0,15%, indicando ritmo mais moderado de reajustes no setor de serviços de alimentação.
