Pesquisadora lembra estudos que mudaram cadeia da castanha

Processos e métodos tiveram que ser criados para que o produto não fosse mais rejeitado pelos mercados europeu

Itaan Arruda
Joana Leite: compromisso com a produção de conhecimento focada no produtor de base familiar com impacto direto no mercado. (Foto: Iago Nascimento)

A pesquisadora da Embrapa/AC Joana Leite foi a entrevistada do agro24cast. Ela lembrou do estudo desenvolvido aqui no Acre que impactou a cadeia produtiva da castanha-do-brasil em toda região amazônica.

Há cerca de 20 anos, a amêndoa coletada nos castanhais da região estava sendo rejeitada por mercados consumidores importantes como a Europa. O fantasma da aflatoxina estava contaminando o produto. Ninguém sabia exatamente o porquê e quando a contaminação acontecia.

Era preciso investigar. E lá se foi a Embrapa entender todo o processo e propor reações. Os grupos de estudos, liderados por Joana Leite e Cleísa Cartaxo, iniciaram os trabalhos.

Os grupos conseguiram melhorar os procedimentos em todo o processo: mudaram, sobretudo, a forma de armazenamento, tanto nos castanhais quanto na cooperativa sediada na Capital.

Foi necessária uma parceria com o Governo do Estado do Acre que construiu armazéns com uma arquitetura específica, planejada na própria Embrapa/AC.

O impacto foi imediato. A aflatoxina foi reduzida drasticamente e a comercialização voltou ao normal. É um caso de sucesso na relação entre pesquisa e mercado sempre necessário ser lembrado.

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