O Acre registrou a oferta de 134.640 quilos de laranja nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país em janeiro de 2026, segundo levantamento nacional de comercialização hortigranjeira. O volume representa participação modesta no total de 63,5 milhões de quilos comercializados no período e coloca o estado entre os menores fornecedores da fruta no mercado atacadista brasileiro.
Em comparação, São Paulo liderou com mais de 35,9 milhões de quilos ofertados, seguido por Goiás, com 10,4 milhões de quilos. Estados do Nordeste, como Sergipe e Bahia, também apresentaram volumes superiores ao acreano. O Acre ficou à frente apenas de unidades como Amazonas e Pará, que tiveram participação ainda menor.
Cenário nacional influencia preços no estado
No panorama geral, janeiro foi marcado por pequenas variações de preços, com predominância de queda nas cotações e aumento da comercialização. Entrepostos como Campinas (SP) e Goiânia (GO) registraram recuos mais acentuados, impulsionados pela maior oferta local. Já em mercados nordestinos, mesmo com redução da disponibilidade, a menor demanda impediu avanços nos preços.
A dinâmica desigual entre as regiões foi explicada pelas características distintas dos mercados de mesa. Em áreas abastecidas pelo cinturão citrícola do Sudeste, houve relativa estabilidade na oferta, com pequenas quedas de preços, mesmo diante de demanda regular no período pós-festas de fim de ano.
Para o Acre, que não figura entre os principais polos produtores e depende do abastecimento interestadual para complementar o consumo interno, o comportamento dos grandes centros produtores impacta diretamente os valores praticados no comércio local.
Safra e tendência
O mercado também acompanha a proximidade do fim do pico da safra da laranja pera e a demanda industrial estagnada, influenciada principalmente pela menor procura europeia. Na primeira quinzena de fevereiro, os preços permaneceram, em sua maioria, estáveis no país.
Mesmo com a reestimativa para baixo da safra em São Paulo e Minas Gerais — redução de 0,7% em relação à projeção anterior — o volume ainda é 26,7% superior ao da safra passada, o que contribui para manter o equilíbrio entre oferta e demanda.
Para o consumidor acreano, o cenário aponta manutenção dos preços no curto prazo, sem tendência de oscilações bruscas, acompanhando a estabilidade observada no mercado nacional.
